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Supremo do Iraque recusa anulação dos resultados das legislativas de outubro

JM-Madeira

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Data de publicação
27 Dezembro 2021
14:20

O Supremo Tribunal Federal, a mais alta instância judicial do Iraque, rejeitou hoje uma queixa da coligação de antigos paramilitares pró-iranianos Hachd al-Chaabi para anular os resultados das eleições legislativas realizadas em outubro, avançou a agência francesa AFP.

"O tribunal federal decidiu rejeitar a queixa que tinha como objetivo a não validação dos resultados (das eleições) e fazer o queixoso suportar os custos (do processo)", afirmou o juiz da alta instância ao ler a deliberação, segundo testemunhou no local um jornalista da agência France-Presse.

"O veredicto é vinculativo para todas as autoridades", acrescentou.

No final de novembro, a comissão eleitoral do Iraque anunciou os resultados definitivos das legislativas antecipadas de 10 de outubro, confirmando a vitória da corrente do líder xiita Moqtada Sadr, agora a primeira força no parlamento com 73 lugares.

A Aliança para a Conquista, o ramo político dos antigos paramilitares pró-Irão do Hachd al-Chaabi, garantiu 17 dos 329 lugares no parlamento, indicou na mesma altura o organismo eleitoral.

Nas semanas seguintes ao escrutínio, esta corrente, que dispunha de 48 deputados no parlamento cessante, denunciou uma fraude eleitoral e promoveu protestos, nomeadamente na capital iraquiana, Bagdade.

A coligação Estado de Direito, do antigo primeiro-ministro Nuri al-Maliki, aliado do Hachd e pró-Irão, garantiu por sua vez 33 lugares no hemiciclo.

O clima de tensão foi igualmente marcado por uma tentativa de assassínio do primeiro-ministro iraquiano, Mustafa al-Kazimi, no início de novembro. O chefe do Governo saiu ileso do atentado com um ‘drone’ (avião não tripulado) contra a sua residência em Bagdade.

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