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Sobe para 39 o número de mortos em acidente ferroviário em Espanha

Data de publicação
19 Janeiro 2026
8:20

Um total de 39 pessoas morreram no acidente ferroviário de Ademuz (Córdova), no sul de Espanha, segundo fontes da investigação consultadas pela agência EFE.

Um total de 73 pessoas continuam internadas, 24 das quais em estado grave, e entre estas quatro menores.

O protocolo nacional de atuação em eventos com múltiplas vítimas está a ser aplicado no Instituto de Medicina Legal de Córdova.

A este protocolo vão juntar-se especialistas do Serviço de Criminalística da Guarda Civil, encarregados de identificar as vítimas mortais do acidente, tanto por impressões digitais como por ADN, avançou a agência de notícias espanhola.

Um comboio da companhia Iryo, que tinha partido de Málaga às 18:40 de domingo com destino a Puerta de Atocha com 317 pessoas a bordo, descarrilou os seus três últimos vagões às 19:39 locais, mais uma hora do que em Lisboa, e invadiu a via contígua, pela qual circulava, nesse mesmo momento, outro comboio da Renfe com destino a Huelva, que também descarrilou.

Os vagões do Iryo colidiram com os dois primeiros vagões do comboio da Renfe, que foram projetados e caíram por um aterro de cerca de quatro metros.

O Governo de Espanha começou por confirmar a existência de, pelo menos, 21 mortos e 30 feridos graves no acidente ferroviário de domingo à noite no município de Adamuz, Córdova, na região da Andaluzia, no sul do país, mas admitiu que o número de vítimas mortais pode ser maior.

Mais tarde, o presidente da Junta da Andaluzia, Juanma Moreno, anunciou que um total de 75 pessoas tinham sido hospitalizadas, 15 das quais em estado grave.

Numa conferência ao início da madrugada de hoje, o ministro espanhol dos Transportes, Óscar Puente, disse não ter uma explicação para o acidente, que envolveu dois comboios de alta velocidade, e que será necessário esperar pelo resultado de uma investigação, a cargo de uma comissão especializada e competente para estes casos.

Óscar Puente qualificou o acidente, “numa reta”, como “tremendamente estranho”, revelando que a via foi totalmente renovada recentemente, em trabalhos que terminaram em maio passado, e que também o comboio que descarrilou inicialmente era “praticamente novo” e tem cerca de quatro anos.

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