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Palestinianos voam para Chipre em programa-piloto de aeroporto israelita

JM-Madeira

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Data de publicação
22 Agosto 2022
16:53

Várias dúzias de palestinianos voaram hoje para Chipre de um aeroporto no sul de Israel, no âmbito de um programa-piloto que lhes permite deslocar-se da Cisjordânia ocupada para o estrangeiro.

A medida inclui-se numa série de ações que Israel diz estar a adotar para melhorar as condições de vida dos palestinianos tanto na Cisjordânia como na Faixa de Gaza.

Os críticos consideram que tais medidas não resolvem as humilhações diárias de décadas de ocupação nem abrem caminho para a criação de um Estado palestiniano.

No total, 43 residentes das cidades cisjordanas de Belém, Jericó, Ramallah e Nablus descolaram do israelita Aeroporto Ramon, o segundo mais movimentado de Israel, com destino a Larnaca, Chipre, indicou Amir Assi, consultor estratégico que coordenou os voos.

O COGAT, órgão militar israelita responsável por gerir os assuntos civis na Cisjordânia, confirmou que palestinianos embarcaram num voo internacional no Aeroporto Ramon pela primeira vez e que "ainda está em curso o trabalho da equipa" para facultar voos regulares a palestinianos.

O recém-inaugurado Aeroporto Ramon situa-se perto da cidade turística de Eilat, cerca de 230 quilómetros a sul de Jerusalém. É mais pequeno que o Aeroporto Internacional Ben Gurion, junto a Telavive, tem menos voos e rotas e é menos movimentado.

Os palestinianos da Cisjordânia e da Faixa de Gaza não têm aeroporto próprio e precisam de pedir uma autorização difícil de obter para poderem utilizar o Aeroporto Ben Gurion. Tais autorizações só são aprovadas, quando são, pouco antes da descolagem.

Os residentes na Cisjordânia que pretendem deslocar-se ao estrangeiro têm de viajar primeiro para a capital da Jordânia, Amã, atravessando um apinhado posto fronteiriço israelita que nem sequer está aberto 24 horas por dia, obrigando muitos viajantes a pagar para ficar num hotel próximo antes do seu voo. Há também custos de viagem e taxas de travessia associados que tornam a viagem um encargo financeiro mais pesado.

A Faixa de Gaza tem estado sob um bloqueio israelo-egípcio desde que o grupo radical Hamas subiu ao poder, em 2007, e todos os movimentos para entrar e sair do território estão sujeitos a fortes restrições.

A autoridade aeroportuária disse no início deste mês que haveria dois voos por semana para palestinianos de Ramon para Antalya, na Turquia, a partir do final de agosto, e que começariam em setembro voos para Istambul.

Israel tomou tanto a Cisjordânia como a Faixa de Gaza na Guerra de 1967, e os palestinianos querem formar com esses dois territórios um futuro Estado palestiniano. Mas não há negociações de paz substanciais há mais de uma década.

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