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Mulher transgénero cumprirá numa prisão masculina oito anos por crimes de violação na Escócia

JM-Madeira

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Data de publicação
28 Fevereiro 2023
17:54

Uma mulher transgénero foi condenada a oito anos de prisão pela violação de duas mulheres na Escócia e vai cumprir a pena numa prisão masculina, noticiou hoje a imprensa internacional.

De acordo com a agência de notícias Europa Press, a mulher transgénero Isla Bryson violou as duas mulheres antes de realizar a cirurgia de redesignação de sexo.

Bryson soube que iria cumprir a pena numa prisão masculina no final de janeiro, após ter solicitado que fosse enviada para um centro prisional feminino.

Depois de cumprir os oito anos de pena na prisão, a mulher transgénero ficará em liberdade condicional por mais três anos.

Segundo a estação pública britânica BBC, Bryson, de 31 anos, fez a transição do sexo masculino para o feminino enquanto aguardava o julgamento pelos dois casos de violação - um em Clydebank em 2016 e outro em Glasgow em 2019 - quando ainda se chamava Adam Graham.

No processo judicial, Bryson afirmou que soube que era mulher aos quatro anos, mas foi só aos 29, há dois anos, que decidiu tomar hormonas e submeter-se a uma cirurgia. Uma versão que a sua ex-mulher alegou ser uma "farsa" para enganar as autoridades.

O caso provocou um acesso debate na sociedade escocesa, depois de Bryson ter sido inicialmente enviada para uma prisão feminina, na fase inicial do processo judicial.

Dois dias depois, os responsáveis pela prisão de Cornton Vale, em Stirling, solicitaram a transferência de Isla Bryson devido ao "nível de risco" e a todas as "incertezas" que envolviam este caso concreto.

O ministro da Justiça da Escócia, Keith Brown, ordenou uma revisão urgente do caso e Isla Bryson foi transferida para um estabelecimento prisional masculino. Foi igualmente estabelecido que criminosos transgénero recentemente condenados ou em prisão preventiva devem ser enviados para prisões de acordo com o seu sexo de nascimento.

O caso de Isla Bryson veio a público num mau momento para o governo regional escocês, já que o executivo britânico recentemente travou uma lei relacionada aos transgéneros, conhecida como lei ‘trans’, depois de ter sido aprovada no parlamento escocês.

A lei em questão já tinha provocado uma divisão interna no Partido Nacional Escocês (SNP, sigla em inglês) e no próprio executivo, com a renúncia da vice-ministra da Justiça, Ash Regan.

O caso foi usado pela oposição escocesa para atacar a lei ‘trans’ e ainda a primeira-ministra do país, Nicola Sturgeon.

Em 15 de fevereiro, Nicola Sturgeon anunciou a sua renúncia ao cargo de primeira-ministra e à liderança do SN.

Apesar de Sturgeon ter assegurado que a sua decisão tinha sido ponderada e era resultado do desgaste de mais de oito anos à frente do governo escocês, muitos apontaram o revés da 'lei trans' como o motivo que terá desencadeado a saída da política.

Lusa

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