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Irão: Trump não descarta envio de tropas terrestres caso não haja acordo

Data de publicação
05 Abril 2026
22:38

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não descartou hoje o envio de tropas terrestres para o Irão, caso aquele país não chegue a um acordo e reabra o estreito de Ormuz, numa entrevista a um jornal norte-americano.

Questionado pelo The Hill sobre se descarta o envio de tropas terrestres para o Irão, Donald Trump respondeu com um categórico “não”.

O Presidente norte-americano tinha dado no sábado 48 horas ao Irão para chegar a um acordo ou reabrir o estreito de Ormuz, dizendo que, caso não o faça, vai fazer cair o inferno sobre o país do golfo Pérsico.

Entretanto, Trump adiou o prazo por 24 horas, estando agora marcado para terça-feira, às 20:00, hora de Washington (01:00 de quarta-feira em Lisboa).

“Pessoas normais chegariam a um acordo. Pessoas inteligentes chegariam a um acordo... Se fossem inteligentes, chegariam a um acordo”, afirmou Donald Trump, reiterando o que já tinha dito anteriormente a outros jornalistas.

Donald Trump ameaça há vários dias transformar o Irão num “inferno”, bem como devolver aquele país à “Idade da Pedra”.

Hoje, ameaçou que atacará “centrais elétricas” e “pontes” do Irão.

“Terça-feira será o Dia da Central Elétrica e o Dia da Ponte, tudo em um, no Irão. Não haverá nada igual! Abram o raio do estreito, malditos loucos, ou vão viver no inferno”, escreveu Trump na sua rede social, a Truth Social.

O Presidente norte-americano disse ao The Hill que nenhuma infraestrutura fica de fora da estratégia de ataque, caso os Estados Unidos e o Irão não consigam chegar a um acordo.

A missão do Irão na Organização das Nações Unidas (ONU) apelou hoje àquela instituição para que aja “agora”, considerando que a publicação mais recente de Trump na sua rede social constitui uma “incitação direta e pública a aterrorizar a população civil”, bem como “uma prova clara da intenção de cometer crimes de guerra”.

“A comunidade internacional e todos os estados têm a obrigação legal de impedir estes atos atrozes de crimes de guerra. Têm de agir agora. Amanhã será tarde demais”, defendeu a missão.

A guerra atualmente em curso no Médio Oriente foi desencadeada em 28 de fevereiro por ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irão, tendo Teerão retaliado com ataques contra o território israelita e os países do Golfo que albergam bases norte-americanas.

Vários líderes do Irão, incluindo o seu líder supremo, o aiatola Ali Khamenei, foram mortos nestes ataques aéreos.

O movimento islamista Hezbollah, do Líbano, entrou no conflito em 02 de março para vingar a morte de Ali Khamenei. Israel respondeu com ataques aéreos de grande envergadura em todo o Líbano e uma ofensiva terrestre no sul do país.

Milhares de pessoas morreram desde o início da guerra na região, sobretudo no Irão e no Líbano.

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