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Irão: Papa saúda acordo de cessar-fogo e pede retorno a negociações de paz

Data de publicação
08 Abril 2026
11:15

O Papa Leão XIV saudou hoje o anúncio de um cessar-fogo entre o Irão e os Estados Unidos, considerando-o um “sinal de grande esperança”, e defendeu o retorno às negociações para pôr fim à guerra.

“Após estas últimas horas de grande tensão para o Médio Oriente e para o mundo inteiro, saúdo com satisfação, e como sinal de grande esperança, o anúncio de uma trégua imediata de duas semanas” no conflito, afirmou o Papa norte-americano após a sua audiência geral semanal na Praça de São Pedro.

Poucas horas depois de considerar inaceitável a ameaça do Presidente norte-americano, Donald Trump, de acabar com a civilização iraniana, Leão XIV afirmou ser necessário agora “regressar à mesa das negociações” para conseguir um acordo definitivo que acabe com a atual guerra no Médio Oriente.

“Exorto todos a acompanharem este delicado momento de trabalho diplomático com orações, na esperança de que a disposição para o diálogo se torne o instrumento para a resolução de outros conflitos no mundo”, acrescentou.

O anúncio do cessar-fogo entre o Irão e os Estados Unidos foi feito uma hora antes do fim do ultimato feito por Donald Trump, que ameaçou erradicar “uma civilização inteira” caso Teerão não abrisse o Estreito de Ormuz.

Na noite de terça-feira, o Papa Leão XIV considerou a ameaça “verdadeiramente inaceitável”, referindo que, mais do que as questões de direito internacional que o ultimato implicava, estava em causa “uma questão moral”.

Trump aceitou, na terça-feira à noite, suspender por duas semanas os bombardeamentos e ataques ao Irão, num “cessar-fogo bilateral”, e após ter recebido de Teerão uma proposta de paz “viável”.

O acordo, confirmado pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão, pretende possibilitar negociações para um acordo de paz que, segundo as autoridades iranianas, terão lugar no Paquistão a partir de 10 de abril.

Na segunda-feira, o Presidente norte-americano apresentou ao Irão um ultimato para que o regime islâmico voltasse a deixar passar todos os petroleiros no Estreito de Ormuz até às 20:00 de terça-feira em Washington (01:00 de hoje em Lisboa).

Trump ameaçou mandar destruir “em quatro horas” a totalidade das pontes e centrais elétricas do Irão, caso o ultimato não fosse atendido.

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