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Irão: Guarda Revolucionária ameaça vingar morte de chefe de informações

Data de publicação
06 Abril 2026
19:04

A Guarda Revolucionária do Irão ameaçou hoje vingar a morte do seu chefe dos serviços de informações, Majid Khademi, eliminado horas antes em ataques aéreos no âmbito da ofensiva israelo-americana contra a República Islâmica.

“O inimigo malévolo e desesperado deve saber que uma grande retaliação aguarda os organizadores e perpetradores deste crime”, declarou a força ideológica do regime no seu ‘site’, Sepah News.

Anteriormente, o exército iraniano anunciou a morte do chefe dos serviços de informações da Guarda Revolucionária durante uma vaga de ataques aéreos em Teerão.

Israel reclamou que eliminou também Asghar Bakeri, o comandante de uma unidade especial da Força Quds, o braço da Guarda Revolucionária para operações no exterior.

As mortes dos dois oficiais da Guarda Revolucionária foram anunciadas no mesmo dia em que Israel atacou uma importante fábrica petroquímica no campo de gás natural de South Pars.

O campo de gás partilhado com o Qatar é o maior do mundo e já tinha sido atacado durante este conflito por Israel, levando a uma retaliação do Irão contra instalações energéticas dos países vizinhos do Golfo.

Após a vaga de bombardeamentos de hoje, o Irão enviou uma proposta a Washington, na qual rejeita um cessar-fogo temporário e exige um fim permanente para o conflito, desencadeado por uma ofensiva aérea dos Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro.

A proposta, transmitida através do Paquistão, consiste em 10 pontos, incluindo o fim das hostilidades na região, um protocolo para a passagem segura da navegação comercial pelo Estreito de Ormuz e o levantamento das sanções contra Teerão, segundo a agência oficial iraniana IRNA.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou por sua vez como um “passo muito significativo” a proposta de cessar-fogo de 45 dias no Irão apresentada por países mediadores, embora insista que ainda é insuficiente.

“Ainda não é suficiente, mas é um passo muito significativo”, afirmou Trump durante uma conferência de imprensa à margem de uma cerimónia de Páscoa na Casa Branca, em Washington.

Horas antes, a presidência norte-americana tinha confirmado que mediadores internacionais propuseram uma trégua temporária no conflito com o Irão, mas salientou que o Presidente dos Estados Unidos não endossou formalmente a iniciativa.

Segundo o jornal digital norte-americano Axios, a proposta foi apresentada por mediadores do Paquistão, Egito e Turquia e prevê uma pausa de 45 dias nas hostilidades para permitir negociações diplomáticas.

Depois de ter dado ultimatos com prazos diversos a Teerão e sob pressão interna devido à escalada de preços dos combustíveis, bem como incompreensão sobre os objetivos da guerra, Trump avisou o Irão que, se não for alcançado um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz, as suas forças militares farão o país “regredir à Idade da Pedra”.

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