MADEIRA Meteorologia

Hong Kong inicia três dias de luto à medida que avança investigação do incêndio

Data de publicação
29 Novembro 2025
9:21

Hong Kong iniciou hoje três dias de luto pelo incêndio que consumiu o complexo residencial Wang Fuk Court, em Tai Po, no norte da cidade, e que causou pelo menos 128 mortos e cerca de 200 desaparecidos.

Às 08:00 horas locais (00:00 em Lisboa), o chefe do Executivo, John Lee Ka-chiu, presidiu a uma sessão em que foram feitos três minutos de silêncio no exterior da sede do Governo.

As bandeiras da China e da Região Administrativa Especial de Hong Kong (RAEHK) estão a meia haste em todos os edifícios públicos até segunda-feira.

Esta manhã, dezenas de famílias com crianças prestaram homenagem às vítimas em silêncio na praça Golden Bauhinia, em Wan Chai. O departamento de Assuntos Internos instalou áreas de condolências nos 18 distritos da cidade, com livros de assinaturas disponíveis ao público.

O Governo cancelou ou adiou as atividades festivas financiadas com fundos públicos e os altos funcionários não vão participar em eventos não essenciais durante o período de luto em Hong Kong, cidade vizinha de Macau.

O rei Carlos III enviou uma mensagem de condolências, afirmando que ele e Camila estão “profundamente tristes” com a tragédia e elogiando “a extraordinária coragem dos serviços de emergência” e “o espírito determinado” da comunidade da antiga colónia britânica.

Entretanto, 83 feridos receberam tratamento médico em vários hospitais públicos: onze permanecem em estado crítico, 21 em estado grave, nove estão estáveis. Quatro das 128 vítimas mortais morreram em hospitais e 38 tiveram alta, mais uma do que no balanço de sexta-feira à noite.

O incêndio deflagrou por volta das 15:00 de quarta-feira (07:00 em Lisboa) no bloco Wang Cheong House e afetou sete dos oito edifícios. As investigações preliminares indicam que o fogo teve origem na rede de proteção dos andaimes nos pisos inferiores e propagou-se rapidamente na vertical.

Placas de poliestireno expandido, altamente inflamáveis, utilizadas para vedar as aberturas e os caixilhos junto aos elevadores, bem como as lonas exteriores que violavam as normas de segurança contra incêndios, facilitaram a entrada das chamas nos apartamentos através dos corredores.

O responsável dos bombeiros, Andy Yeung, revelou que os sistemas de alarme dos oito blocos estavam avariados e anunciou a tomada de medidas contra os empreiteiros.

Três gestores da Prestige Construction and Engineering Co, incluindo dois diretores, foram detidos na quinta-feira por alegado homicídio por negligência, por utilização de materiais não conformes. A comissão independente contra a corrupção deteve um total de oito pessoas relacionadas com as obras de renovação.

Desde quarta-feira à noite, milhares de cidadãos, grupos de vizinhos, sindicatos, igrejas e voluntários mobilizaram-se espontaneamente, angariando milhões de dólares de Hong Kong e distribuindo água, alimentos, vestuário e abrigos temporários.

O Governo anunciou um fundo inicial de 300 milhões de dólares de Hong Kong (33,4 milhões de euros) para ajudar as vítimas e as pessoas afetadas, que entretanto já alcançou 800 milhões de dólares de Hong Kong (88,6 milhões de euros).

OPINIÃO EM DESTAQUE

88.8 RJM Rádio Jornal da Madeira RÁDIO 88.8 RJM MADEIRA

Ligue-se às Redes RJM 88.8FM

Emissão Online

Em direto

Ouvir Agora
INQUÉRITO / SONDAGEM

O que espera do novo Presidente da República?

Enviar Resultados

Mais Lidas

Últimas