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Guterres pede investigação a violência na Tanzânia após relatos de centenas de mortos

Data de publicação
31 Outubro 2025
19:41

O secretário-geral da ONU, António Guterres, está extremamente preocupado com a situação pós-eleitoral na Tanzânia, que já vitimou centenas de pessoas, e exige uma investigação sobre a violência usada nas manifestações, anunciou hoje o seu porta-voz.

O secretário-geral “apela a uma investigação minuciosa e imparcial sobre as acusações de uso excessivo da força” além de que salientou “a importância crucial de garantir os direitos fundamentais, em particular o direito de reunião pacífica, a liberdade de expressão e o acesso à informação”, explicou Stéphane Dujarric num comunicado, apelando também a todas as partes para que ajam com moderação e “evitem qualquer nova escalada”.

Segundo dados hoje anunciados pelo principal partido da oposição, o Chadema, cerca de 700 pessoas foram mortas durante os distúrbios eleitorais na Tanzânia nos últimos dois dias.

“Neste momento, o número de mortos em Dar [es Salaam] é de cerca de 350 e há mais de 200 em Mwanza (norte). Se somarmos os números de outros locais do país, chegamos a um total de cerca de 700 mortos”, disse à agência France-Presse (AFP) o porta-voz do Chadema, John Kitoka.

Estes números, no entanto, são refutados pelo Governo, que nega “qualquer uso excessivo de força”.

“Não houve qualquer uso excessivo da força”, respondeu o ministro dos Negócios Estrangeiros da Tanzânia, Mahmoud Thabit Kombo, ao canal Al-Jazeera.

“Não vi esses 700 mortos”, continuou, frisando ainda que ainda não existem números relativos a vítimas nestas manifestações no país, vizinho de Moçambique.

A Amnistia Internacional, por seu turno, denuncia que pelo menos 100 pessoas morreram durante a repressão das forças de segurança aos protestos desta semana, mas não consegue confirmar melhor os números devido ao “apagão de internet” vivido no país desde quarta-feira, lamentou o investigador sénior da Organização Não-Governamental Roland Ebole.

Esta nação de 68 milhões de habitantes mergulhou em violência na quarta-feira, dia das eleições presidenciais e legislativas que decorreram sem oposição, uma vez que os dois principais adversários da chefe de Estado Samia Suluhu Hassan foram presos ou desqualificados.

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