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Gronelândia: Autoridades admitem maior presença militar e querem diálogo pacífico

Data de publicação
22 Janeiro 2026
16:53

O primeiro-ministro da Gronelândia, Jens-Frederik Nielsen, admitiu hoje uma maior presença militar no território, enquanto manifestou a intenção de prosseguir um “diálogo pacífico” sobre o futuro, identificando a soberania e a integridade territorial como “linhas vermelhas”.

“Queremos reforçar a segurança no Ártico através de iniciativas importantes, incluindo uma missão mais permanente da NATO na Gronelândia e uma maior presença militar e mais manobras”, disse Nielsen, numa conferência de imprensa em Nuuk.

As autoridades pretendem continuar “um diálogo pacífico” sobre o futuro deste território autónomo dinamarquês, mas no respeito do seu “direito à autodeterminação”, afirmou o líder gronelandês, depois de o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que pretende controlar a ilha, ter anunciado um projeto de acordo alcançado com o secretário-geral da NATO, Mark Rutte.

“Ninguém além da Gronelândia e da Dinamarca tem autoridade para fazer acordos sobre a ilha e o Reino da Dinamarca”, disse Jens-Frederik Nielsen, que afirmou desconhecer o que Trump e Rutte decidiram.

A soberania e a integridade territorial da ilha “são linhas vermelhas”, sublinhou.

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