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Dez polícias mortos em ataque numa esquadra no Paquistão

Data de publicação
05 Fevereiro 2024
8:51

Pelo menos dez polícias foram hoje mortos num ataque de dezenas de assaltantes a uma esquadra no noroeste do Paquistão, disse um funcionário da polícia local.

O ataque ocorreu a poucos dias das eleições legislativas e provinciais, previstas para quinta-feira.

A violência tem aumentado neste período que antecede a votação, com dezenas de ataques registados contra candidatos e apoiantes de partidos, de acordo com a agência de notícias France-Presse (AFP).

“Mais de 30 terroristas lançaram um ataque a partir de três direções. Houve uma troca de tiros durante mais de duas horas e meia”, declarou à AFP o chefe da polícia da província de Khyber Pakhtunkhwa, Akhtar Hayat Gandapur.

O ataque teve como alvo a esquadra de polícia de Chaudhwan, no distrito de Dera Ismail Khan, e, além dos dez mortos, causou quatro feridos.

A mesma fonte indicou que os atacantes tomaram brevemente o controlo da esquadra durante o ataque, que começou por volta da 01:30 (20:30 em Lisboa).

A região fronteiriça de Khyber Pakhtunkhwa é há muito afetada por ataques de militantes islamistas.

Os talibãs paquistaneses do Tehreek-e-Taliban Pakistan (TTP) e o ramo regional do grupo extremista Estado Islâmico (EI) têm como alvo especial as forças de segurança da região.

Há vários meses que o Paquistão enfrenta uma deterioração da situação de segurança, sobretudo desde o regresso dos talibãs ao poder em Cabul, em agosto de 2021, especialmente nas regiões que fazem fronteira com o Afeganistão.

Islamabad disse acreditar que alguns destes ataques são planeados a partir de solo afegão, onde os atacantes têm bases, o que Cabul nega.

No ano passado, mais de 1.500 civis, membros das forças de segurança e rebeldes foram mortos, o número mais elevado dos últimos seis anos, de acordo com o Centro de Investigação e Estudos de Segurança paquistanês, sediado em Islamabad.

As campanhas eleitorais no Paquistão são geralmente marcadas por episódios de violência. No passado, muitos candidatos e eleitores foram alvo de ataques armados e bombardeamentos perpetrados por insurrectos islamistas.

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