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Costa garante apoio da UE à Ucrânia na véspera de encontro entre Zelensky e Trump

Data de publicação
27 Dezembro 2025
22:37

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, conversou hoje, juntamente com outros líderes europeus, com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, “a fim de coordenar os preparativos” para a reunião de domingo com o presidente Donald Trump.

Na rede social X, António Costa enumerou “as recentes decisões” da União Europeia (UE) que “fortaleceram a Ucrânia”, ao garantir financiamento para as necessidades daquele país nos próximos dois anos, a “imobilização de ativos soberanos russos a longo prazo” e a prorrogação das sanções contra a Rússia “com novas medidas em curso, se necessário”.

Garantindo que o apoio da UE “não vacilará”, na “guerra, na paz, na reconstrução”, Costa escreveu ainda que a Europa está a trabalhar “por uma paz sólida e duradoura para a Ucrânia, em estreita cooperação com os parceiros dos EUA”.

Além do presidente do Conselho Europeu, líderes de vários países europeus, do Canadá e da NATO, asseguraram hoje ao presidente ucraniano o seu “total apoio”, antes do encontro de domingo com o presidente Donald Trump, segundo o chanceler alemão, Friedrich Merz.

Durante uma videoconferência com Volodymyr Zelensky, que se encontra em Halifax, no Canadá, para conversações com o primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, o chanceler alemão garantiu que os esforços dos europeus para “uma paz duradoura e justa na Ucrânia” seriam realizados “em estreita coordenação com os Estados Unidos”.

O encontro entre Zelensky e Trump destina-se a discutir “questões sensíveis” como o destino da região de Donbas e as garantias de segurança ocidentais para a Ucrânia no âmbito das negociações sobre o plano americano para pôr fim a quase quatro anos de guerra com a Rússia.

Apesar destes esforços diplomáticos, os ataques aéreos russos de grande escala desta madrugada contra a cidade de Kiev e a região circundante mataram duas pessoas, feriram 11 e deixaram mais de um milhão de casas sem eletricidade.

Os novos ataques mostram que a Rússia “não quer acabar com a guerra”, disse Volodymyr Zelensky, antes de partir para o Canadá.

O presidente francês, Emmanuel Macron, condenou os ataques desta madrugada, afirmando que a escalada russa contra a capital ucraniana ilustra o “contraste” entre “a vontade da Ucrânia de construir uma paz duradoura e a determinação da Rússia em prolongar a guerra que iniciou” em fevereiro de 2022.

Também Mark Carney condenou os ataques russos, insistindo que qualquer acordo de paz na Ucrânia necessita de “uma Rússia pronta a cooperar”.

“Nós temos os meios e a possibilidade de [obter] uma paz justa e duradoura, mas isso necessita de uma Rússia pronta a cooperar”, declarou, numa breve troca de palavras com a imprensa, ladeado por Volodymyr Zelensky, em Halifax.

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