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Aterra na Venezuela primeiro voo vindo da Europa desde a queda de Maduro

Data de publicação
18 Fevereiro 2026
8:10

Um voo proveniente de Espanha chegou à Venezuela na noite de terça-feira, o primeiro vindo da Europa desde a captura de Nicolás Maduro durante uma operação militar dos Estados Unido, a 03 de janeiro.

De acordo com um portal de rastreamento de voos, um Boeing 787 operado pela companhia aérea espanhola Air Europa aterrou no Aeroporto Internacional de Maiquetia, em Caracas, pouco depois das 21:00 locais (01:00 de hoje em Lisboa).

As autoridades aeroportuárias confirmaram à agência de notícias France-Presse que o voo tinha chegado.

O primeiro voo da Air Europa para a Venezuela, depois de três meses de suspensão temporária das operações entre Espanha e o país sul-americano, tinha descolado na terça-feira à tarde do aeroporto madrileno de Barajas.

A Air Europa é a primeira companhia aérea espanhola a retomar os voos com a Venezuela, antecipando-se à Plus Ultra, que o fará no início de março, e à Iberia, que prevê retomar os voos em abril.

De acordo com imprensa espanhola, a Iberia está a avaliar as condições de segurança antes de anunciar uma data para a retoma dos voos para a Venezuela.

A companhia aérea de bandeira portuguesa TAP vai retomar os voos para a Venezuela a 30 de março, depois da suspensão iniciada em novembro de 2025, disse fonte oficial da empresa à Lusa.

A Air Europa, companhia do grupo Globalia, irá reativar gradualmente as operações para o país sul-americano com três voos semanais em fevereiro, que serão ampliados para quatro durante as três primeiras semanas de março e, depois, para cinco.

A companhia aérea colombiana Avianca e a panamiana Copa, bem como a sua subsidiária de baixo custo Wingo, já tinha retomado as operações. A norte-americana American Airlines indicou a intenção de retomar os voos para a Venezuela.

A interrupção dos voos ocorreu na sequência de alertas emitidos pelos Estados Unidos e por Espanha, que recomendavam cautela ao sobrevoar o espaço aéreo venezuelano, numa altura marcada pelo aumento da atividade militar e pelo clima de instabilidade política.

Pouco tempo depois, as autoridades venezuelanas revogaram as licenças de operação de várias companhias internacionais, incluindo a TAP, acusando-as de se terem “unido a atos de terrorismo” promovidos pelos Estados Unidos, o que gerou críticas de organizações de aviação e dificultou a retoma dos voos.

O contexto mudou em janeiro de 2026, depois de uma operação militar norte-americana que resultou na captura do Presidente Nicolás Maduro, abrindo caminho à reabertura gradual do espaço aéreo venezuelano e à retoma das ligações comerciais internacionais.

Na quinta-feira, 29 de janeiro, o Presidente dos Estados Unidos anunciou que iria reabrir o espaço aéreo comercial da Venezuela, permitindo que cidadãos norte-americanos possam visitar o país “muito em breve”.

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