Um homem de 62 anos, que admitiu ter assassinado oito mulheres numa zona costeira perto de Nova Iorque, foi condenado hoje a prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional, noticiaram os meios de comunicação social americanos.
No início de abril, Rex Heuermann declarou-se culpado pelo rapto, tortura e assassinato de sete mulheres em Long Island entre 1993 e 2010 e também confessou um oitavo homicídio pelo qual até então não tinha sido acusado.
O caso começou com a descoberta, entre 2010 e 2011, dos restos de cerca de uma dezena de corpos ao longo das praias de Gilgo Beach, a uma hora do centro de Nova Iorque.
A investigação só se concentrou neste arquiteto nova-iorquino em 2022, graças a um veículo registado em seu nome no qual tinha sido vista uma vítima. Rex Heuermann foi preso no verão de 2023.
Os investigadores encontraram depois provas de ADN e tecnológicas [telemóveis, arquivos de computador), especialmente na sua casa em Massapequa Park, perto das praias onde os corpos tinham sido descobertos.
Alguns observadores acreditam que o caso, que foi tema de vários documentários, teria avançado mais rapidamente se as vítimas não tivessem sido trabalhadoras do sexo.
“Sou responsável por tudo o que foi dito nesta sala”, declarou Rex Heuermann antes da sua condenação, segundo a cadeia televisiva CNN.
O juiz Timothy Mazzei, que o qualificou de “homem repugnante e insignificante”, além de “covarde”, perguntou ao arguido se ele sentia remorso, e o assassino respondeu afirmativamente.
O procurador Ray Tierney, pelo contrário, considerou que o ‘serial killer’ estava apenas “arrependido de ter sido apanhado”.
Vários membros das famílias das vítimas já tinham tomado a palavra anteriormente.