O bispo do Funchal afirmou ontem à noite, em Machico, que “a cruz do Senhor dos Milagres é bem o sinal de que Deus está connosco, a partilhar a nossa vida, os nossos sofrimentos e as nossas alegrias”, na missa que evoca a aluvião na noite de 8 para 9 de outubro de 1803.

Na homilia, perante as centenas de fiéis que participaram na procissão a partir do Largo dos Milagres, o bispo lançou um convite: olhem com “fé o Senhor dos Milagres” e o deixassem encontrar no concreto da vida, “por este Deus que não permanece indiferente ao que somos”, e que “se alegra com os nossos verdadeiros sucessos e conquistas, e que se entristece e sofre com os nossos sofrimentos e derrotas”.

Numa noite iluminada pelos archotes dos homens do mar, na procissão do Senhor dos Milagres, D. Nuno Brás lembra que “diante da luz, as trevas desaparecem; diante do amor, o ódio e o egoísmo são desmascarados; diante da verdade, a mentira aparece clara”.

Esta tarde, às 15h00, na igreja matriz de Machico, continuam as celebrações do Senhor
dos Milagres com a Missa. Depois, a imagem do Senhor dos Milagres regressa à capela, em procissão, com início previsto para as 16h30.

Leia mais sobre o assunto na pág.10 da edição impressa de hoje do seu JM.