Capturado líder 'jihadista' de ataque contra exército na Costa do Marfim

Lusa

O líder do comando ‘jihadista’ que realizou um ataque mortal contra o exército em Kafolo, no norte da Costa do Marfim, foi capturado, disse hoje o ministro da Defesa costa-marfinense, Hamed Bakayoko.

“O líder do comando que liderou a ação foi ontem [domingo] preso”, afirmou o ministro, durante um discurso em homenagem aos soldados mortos no novo campo militar de Akouedo, em Abidjan, partilhado na rede social Facebook.

Na noite de 10 para 11 de junho, um ataque atribuído aos ‘jihadistas’ a um posto misto do exército em Kafolo causou “cerca de dez mortos” e seis feridos entre os soldados da Costa do Marfim, segundo o exército, que até à data não deu um relato mais preciso.

Segundo fontes de segurança não oficiais, 11 soldados e um polícia foram mortos no ataque, que foi considerado uma represália a uma operação militar conjunta da Costa do Marfim e do Bukina Faso para desalojar ‘jihadistas’ sediados no Norte da Costa do Marfim.

Hamed Bakayoko não forneceu pormenores sobre a identidade do líder do comando, nem sobre as circunstâncias da sua detenção.

“Com as investigações iremos mais longe. Saberemos com quem esteve em contacto, quem está por detrás disso”, disse, relatando um “grande número de detenções de pessoas” diretamente envolvidas no ataque em Kafolo, referindo-se a fotografias alegadamente encontradas em telemóveis.

Na quinta-feira, o exército da Costa do Marfim alegou ter prendido 27 pessoas, destruído equipamento logístico e apreendido equipamento de comunicações durante a sua “operação de varrimento” na zona de Kafolo e na área adjacente ao Parque Nacional de Comoé, alegado esconderijo ‘jihadista’.

O ataque em Kafolo, a primeira ação ‘jihadista’ mortal em solo marfinense desde o ataque de Grand Bassam, em 2016, que causou 19 mortos, foi levado a cabo por combatentes do Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos (GSIM), a principal aliança do Sahel filiada na Al-Qaida, presente na zona, segundo uma fonte de segurança burkinabé.