Joanesburgo elegeu Geoff Makhubo

José Luís da Silva – Correspondente em Joanesburgo, na África do Sul

Joanesburgo, a maior cidade da África do Sul, volta, uma vez mais, a ser governada pelo partido governamental, o African National Congress (ANC).

Geoff Makhubo foi eleito com 137 votos, tendo o Democratic Alliance (DA) apenas conseguido 101, o que revela que três membros do DA não votaram.

O DA ocupa 104 lugares na Assembleia Municipal de Joanesburgo. Outros partidos, nomeadamente o Inkhata Freedom Party ( IFP), votou pelo ANC.

O ex-mayor, Herman Mashaba (DA), exonerou-se no passado mês de outubro, mas manteve a sua posição até o passado dia 27 de novembro.

A sua exoneração está conotada com a eleição de Helen Zyl para presidente do Conselho Federal da Alliance Democratic (DA) a posição mais forte da organização. A discordância de Herman Mashaba foi clara.

Quando o nome de Makhubo foi anunciado antes da votação como o candidato proposto, imediatamente ouviram-se em alto e bom som as palavras, “tsotsi, tsotsi” (em português, ladrão) dirigidas ao candidato, um político do ANC acusado de corrupção e que, apesar da sua escolha pelo ANC, o comité executivo provincial (PEC) rejeitou a candidatura, mas de nada valeu.

Recaem sobre Geoff Makhubo acusações de ter auferido o montante de 30 milhões de randes como ‘corretor de influências’ num negócio entre a Câmara Municipal de Joanesburgo e a companhia Regents Capital, companhia pertencente à conhecida família Gupta, altamente implicada na captura do estado.

O partido extremista EFF – Economic Freedom Fighters (os boinas vermelhas) manifestaram uma grande preocupação na eleição de Geoff Makhubo para ‘mayor’ da Cidade de Joanesburgo, dados os seus antecedentes.