Burkina Faso exige aviso de 48 horas a aeronaves que sobrevoam bases militares

Lusa

O Estado-Maior do Burkina Faso enviou uma carta ao adido de defesa francês a indicar que aeronaves que sobrevoem as bases militares e áreas de operação serão consideradas inimigas a menos que avisem com 48 horas de antecedência.

Segundo um documento a que a agência France-Presse teve acesso, o chefe de Estado-Maior do Burkina Faso, Moïe Minindou, pediu que qualquer movimento de aeronaves fosse comunicado com 48 horas de antecedência.

“Recentemente, aeronaves não identificadas sobrevoaram as nossas bases e áreas de operação (…) e foram dadas instruções às unidades para serem consideradas como inimigas e tratadas como tal”, refere o documento.

A AFP indica que esta carta é enviada num momento em que um “sentimento ‘anti-francês’ está a crescer no país”, que tem sido alvo de ataques ‘jihadistas’.

A France-Presse contactou o tenente-coronel Ismael Diouari, que confirmou a autenticidade do documento, mas afirmou que foi dirigido a “todos os adidos de defesa estrangeiros e não apenas a França”.

Além da França, que tem ‘drones’ e aeronaves a operar em zonas do Burkina Faso, também os Estados Unidos possuem ‘drones’ armados que sobrevoam a região de Sahel.

O exército francês está presente no Burkina com uma base de 200 forças especiais em Kamboinsin, um subúrbio de Ouagadougou. Cerca de 4.500 soldados franceses também estão destacados em Sahel.