Huawei duplica salário de outubro e dá bónus de 260 milhões de euros aos trabalhadores

A empresa chinesa Huawei vai compensar os trabalhadores que ajudaram a companhia a superar as dificuldades decorrentes da entrada na chamada "lista negra dos Estados Unidos" há cerca de seis meses.

De acordo com o Correio da Manhã, que cita o Jornal de Negócios, a gigante das telecomunicações anunciou hoje a distribuição de bónus de 2 mil milhões de yuans (cerca de 260 milhões de euros) a alguns funcionários, e será também duplicado o salário de outubro da maior parte dos 190 mil trabalhadores da empresa.

Segundo revelou a gigante das telecomunicações esta terça-feira, 12 de novembro, serão distribuídos bónus de 2 mil milhões de yuans (cerca de 260 milhões de euros) a alguns funcionários, e será duplicado o salário de outubro da maioria dos 190 mil trabalhadores da empresa.

Um porta-voz da companhia, citado pela Reuters, explicou que o prémio é um reconhecimento do trabalho perante a pressão dos Estados Unidos que, em Maio, colocaram a Huawei na sua "lista negra" impedindo a chinesa de fazer negócios com as empresas norte-americanas.

A Huawei, que dependia de componentes vindos dos Estados Unidos, viu-se obrigada a procurar alternativas assim como a acelerar o desenvolvimento do seu próprio sistema operativo.

De acordo com o porta-voz da empresa, os bónus de 2 mil milhões de yuans deverão ser distribuídos pelas equipas de research e desenvolvimento, e entre os funcionários que trabalharam no sentido de desviar dos Estados Unidos as cadeias de fornecimento da Huawei.

O governo dos EUA acredita que os equipamentos da Huawei, particularmente as suas redes 5G, representam um risco de segurança, por causa dos alegados laços da empresa com o governo chinês.

Apesar disso, e das consequentes sanções, a empresa registou um aumento nas encomendas de dispositivos, que a ajudou a reportar uma subida de 27% nas receitas do terceiro trimestre.