Jovem de 24 anos morre depois de médico do 112 negar enviar ambulância

Os pais de um jovem de 24 anos decidiram processar o serviço de emergências de Madrid, o SUMMA 112, por negligência e atraso na assistência do filho que acabou por morrer devido a uma embolia pulmonar. De acordo com o El Mundo, um médico terá recusado enviar uma ambulância para socorrer Aitor García, que acabou por esperar mais de 23 minutos. Só depois de outra chamada para o 112 foi enviada assistência.

O caso remonta a 19 de janeiro de 2018, quando a mãe, Cármen Ruiz ligou para o número europeu de emergência, devido a dificuldades respiratórias do filho. Depois de ouvir as queixas da mãe, o médico de serviço pediu-lhe para passar ao rapaz, que em sofrimento disse: “Estou a sufocar… Não posso.”

O médico desvalorizou, dizendo que a respiração estava normal e questionando Aitor se estava nervoso. À mãe, afirmou que o filho não tinha nada e que respirava perfeitamente e que, por isso, não se justificava enviar uma ambulância. O caso ficou devidamente documentado numa gravação áudio publicada no YouTube e revelada pelo jornal espanhol El Mundo.

Antes da chamada terminar, o médico do 112 referiu que seria enviado um médico para avaliar Aitor, mas sem urgência.

Contudo, logo após o fim da chamada telefónica, Aitor ficou inconsciente e entrou em paragem cardiorrespiratória. 23 minutos depois, e após outra chamada para o 112, é finalmente enviada uma ambulância, mas o rapaz estava já em morte cerebral, acabando por morrer quatro dias depois no hospital devido a uma embolia pulmonar.

Isabel Díaz Ayuso, presidente da Comunidad de Madrid, reagiu à denúncia apresentada pela família de Aitor García dizendo ao El Mundo que o médico "cumpriu o protocolo" previsto nestas situações de emergência médica, mas admitiu que "faltou humanidade" por parte do clínico de serviço durante o atendimento telefónico, destacando que "pelo áudio, é detetada uma falta de proximidade e empatia com a família". "É algo que lamento", disse.

“Não podemos ter a certeza de que o meu filho poderia ter sido salvo, mas tenho a certeza que se perdeu a oportunidade de ele poder viver”, afirmou, por seu turno, Bartolomé, pai de Aitor.

A família exige agora uma indemnização de 175 mil euros à Comunidade de Madrid, onde está sediado o serviço do 112 de Espanha.