NAVIOS DA MARINHA PORTUGUESA PROCURAM PIRATAS NO GOLFO DA GUINÉ

Na madrugada de hoje o Centro de Operações Marítimas (COMAR) da Marinha recebeu um alerta de socorro proveniente de um navio mercante no Golfo da Guiné, para obter mais informação, o COMAR contactou de imediato os centros de operações congéneres da região e a navegação na área.

Através do Centro Maritime Domain Awareness for Trade – Gulf of Guinea (MDAT- GoG) , foi possível confirmar o ataque ao navio mercante por duas embarcações rápidas, numa tentativa de abordagem, incidente que se encontra ligado ao fenómeno de pirataria marítima existente na região.

O navio patrulha “Zaire”, em missão de longa duração de capacitação da Guarda Costeira de São Tomé e Príncipe desde janeiro de 2018, que se encontrava a navegar a cerca de 100 km do incidente, foi imediatamente empenhado para prestar o apoio necessário, tendo trocado informação com o navio que lançou o alerta de socorro, que confirmou a tentativa de abordagem.

A este, juntou-se o navio patrulha “Sines”, um dos mais recentes patrulhas oceânicos da Marinha, que se encontrava a caminho de São Tomé e Príncipe, numa missão no âmbito da cooperação no domínio da Defesa, diplomacia naval e apoio à política externa do Estado, inserida na iniciativa MAR ABERTO 2019.

Deste incidente não resultaram vítimas nem danos materiais no navio atacado. Pela distância a que o ataque se deu da costa, é provável a existência de uma embarcação-mãe na zona, navio de maior porte e que se destina a dar apoio aos ataques efetuados por lanchas rápidas de piratas.

Os navios portugueses continuam a patrulhar a área, no intuito de identificar presumíveis embarcações envolvidas na origem do ataque, reforçando o leque de ações que têm vindo a ser desenvolvidas em prol da segurança marítima no Golfo da Guiné