Grupo Estado Islâmico confirma morte de Abu Bakr Al-Baghdadi e anuncia sucessor

Lusa

O grupo extremista Estado Islâmico (EI) confirmou hoje a morte do seu líder, Abu Bakr Al-Baghdadi, morto no domingo durante uma operação conduzida pelos Estados Unidos no norte da Síria, bem como anunciou a nomeação de um sucessor.

Numa mensagem de áudio, citada pelas agências internacionais, os ‘jihadistas’ anunciam que Abu Ibrahim Al-Hachimi Al-Qourachi será o sucessor de Al-Baghdadi na liderança do EI.

“Ó muçulmanos, Ó mujahideen [combatentes], soldados do EI (…), nós choramos o comandante dos crentes Abu Bakr Al-Baghdadi (…) e o porta-voz oficial do EI (…) Abu Hassan al-Mouhajir mortos nos últimos dias”, refere o grupo extremista na mensagem.

A mensagem avança que a “Majlis al-choura [designação em árabe de assembleia consultiva]” do grupo extremista prometeu lealdade a Abu Ibrahim Al-Hachimi Al-Qourachi como “comandante dos crentes” e “novo califa dos muçulmanos”.

Na gravação de áudio, com uma duração de sete minutos, a organização ‘jihadista’ pede vingança pela morte do líder, ameaçando especificamente os Estados Unidos com retaliações.

“Não se regozije América”, afirma o grupo extremista, ameaçando que alguém, numa referência ao novo “califa”, não fará esquecer a morte de Abu Bakr Al-Baghdadi e irá vingar o sucedido.

Al-Baghdadi foi morto durante uma operação militar norte-americana que o Presidente Donald Trump acompanhou em direto a partir da Casa Branca.

Considerado como o homem mais procurado do mundo, Al-Baghdadi era apontado como o responsável por múltiplos abusos e atrocidades no Iraque e na Síria e de vários ataques sangrentos em diversos países.

O “califa”, que se autoproclamou em 2014 e que controlou o destino de sete milhões de pessoas no Iraque e na Síria, morreu "como um cão", afirmou Trump no domingo, quando anunciou a morte de Abu Bakr Al-Baghdadi numa comunicação ao país.

O “califado” territorial proclamado por Al-Baghdadi seria derrotado com a queda do último reduto da organização extremista em março passado no leste da Síria, mas o EI continua ativo em várias regiões no mundo.