Condenado a prisão perpétua por ataque de agosto de 2018 junto ao Parlamento em Londres

O homem que conduziu uma viatura em agosto de 2018 junto ao parlamento em Londres, e que atropelou várias pessoas, foi hoje condenado a prisão perpétua por um tribunal de Londres.

Salih Khater conheceu hoje a sentença da decisão judicial que o condenou em julho passado tentativa de assassínio do "maior número possível de pessoas" quando lançou o carro que conduzia sobre ciclistas e polícias perto do parlamento britânico, em agosto de 2018.

Hoje, numa audiência no Tribunal Central Criminal de Londres, a juíza Maura McGowan disse que Salih Khater deve cumprir um período mínimo de 15 anos pelo ataque que feriu três pessoas em agosto de 2018.

"Mesmo agindo sozinho, agiu com um objetivo terrorista", afirmou McGowan, acrescentando que "todas as evidências são consistentes com essa conclusão".

Khater, de 30 anos e origem sudanesa, foi condenado em julho por dirigir o seu carro contra várias pessoas no exterior do Parlamento britânico antes de colidir com uma barreira de segurança protegida pela polícia.

Embora não tenha sido condenado por um crime terrorista, a juíza disse que a "sua intenção indubitável era matar o maior número possível de pessoas e, assim, espalhar o medo e o terror".

McGowan afirmou tratar-se de "um ataque contra estranhos e polícias na sede da democracia" do Reino Unido.

A procuradora pública Alison Morgan disse ao júri no julgamento de Khater que o ataque foi "premeditado e deliberado" e que, apesar de a razão do ataque de Khater não ser clara, a escolha do alvo indica um "motivo terrorista".

Khater afirmou que viajou para Londres para solicitar um visto na embaixada do Sudão, mas "perdeu-se" em Westminster e entrou em pânico.

O advogado de defesa Peter Carter disse ao tribunal que Khater era um "enigma" e que não explicou o ataque, alegando, no entanto, que não foi provado em tribunal de que Khater tivesse ligações com o terrorismo.

O chefe do Comando Contraterrorista da Polícia Metropolitana de Londres, Richard Smith, afirmou que a sentença e as declarações da juíza sublinharam a sua opinião de que o terrorismo era o motivo do ataque.

Nascido no Sudão, Salih Khater recebeu asilo no Reino Unido em 2010, depois de afirmar que foi torturado por causa das suas ligações com o Movimento Rebelde pela Justiça e pela Igualdade (JEM), de acordo com elementos apresentados numa audiência no tribunal criminal de Old Bailey, em Londres.