Netanyahu diz que o Irão é a "maior ameaça à paz e à segurança" no Médio Oriente

Lusa

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, considerou hoje que "o Irão e o regime iraniano são a maior ameaça à paz e à segurança no Médio Oriente", afirmação com que vários países árabes concordaram.

"A jornada de ontem [quarta-feira] foi um ponto de viragem histórico", realçou o chefe do Governo israelita, após assegurar que alcançou um acordo com os ministros dos Negócios Estrangeiros de vários países árabes presentes na conferência sobre o Médio Oriente em Varsóvia, Polónia.

"Foi uma conversa em que prevaleceu a solidariedade, uma unidade que nunca tivemos antes e que, acredito, marca uma mudança extraordinária que será boa para o Médio Oriente porque pode unir-nos contra a ameaça comum e levar-nos a trabalhar juntos por um futuro melhor", acrescentou Netanyahu.

Benjamin Netanyahu reuniu-se na quarta-feira, em Varsóvia, com o ministro dos Negócios Estrangeiros de Omã, Yousuf bin Alawi bin Abdullah, e ambos os políticos destacaram a reaproximação entre Israel e vários países árabes.

No último dia da conferência, o primeiro-ministro de Israel irá realizar uma reunião com a delegação da Arábia Saudita e com outros líderes presentes na conferência, incluindo o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence.

Na conferência também participou o assessor do Presidente dos Estados Unidos, Jared Kushner, cujo plano de paz para Israel e Palestina já tem a aprovação da Casa Branca, segundo a imprensa norte-americana.

A conferência sobre o Oriente Médio, promovida por Washington e Varsóvia, termina hoje com a participação de representantes de 60 países.

Segundo Varsóvia, dez países renunciaram a assistir à reunião, nomeadamente a Rússia, a Autoridade Nacional Palestiniana, o Líbano e o próprio Irão.