Estados Unidos oferecem isenção de sanções a militares que rompam com Maduro

Lusa

O conselheiro de Segurança Nacional do Presidente dos Estados Unidos da América ofereceu hoje isenção nas sanções aos generais e outras altas patentes militares venezuelanos que rompam com o Presidente do país, Nicolás Maduro.

“Os Estados Unidos consideram uma isenção das sanções para qualquer oficial militar venezuelano de alto cargo que defenda a democracia e reconheça o governo constitucional do presidente Juan Guaidó”, disse John Bolton, numa mensagem na rede social Twitter.

Guaidó, que se autoproclamou Presidente da República interino da Venezuela, já foi reconhecido pelos Estados Unidos da América, por Portugal e outros 18 países da União Europeia, que assinaram uma declaração conjunta.

Entre os países que não reconheceram Guaidó como Presidente interino estão a China e a Rússia, embora o próprio líder do parlamento tenha descrito como "muito interessante" a atitude que esses dois países adotaram.

“Caso não o façam, o círculo financeiro internacional vai ser fechado completamente. Façam a escolha certa”, acrescentou o conselheiro de Segurança Nacional norte-americano.

Os Estados Unidos mantêm sanções contra vários militares venezuelanos, incluindo o tenente-general do Exército Gerardo Jose Izquierdo Torres, e o general da Guarda Nacional Bolivariana Fabio Enrique Pabón Zavarse, bem como contra o ministro da Defesa do país, Vladimir Padrino López.

O Governo do Presidente norte-americano, Donald Trump, tem solicitado às forças militares e de segurança venezuelanas para romperem com Maduro e apoiarem Guaidó, um passo que a Casa Branca considera fundamental para avançar para uma transição na Venezuela.

A crise política na Venezuela agravou-se em 23 de janeiro, quando o líder da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, se autoproclamou Presidente da República interino e declarou que assumia os poderes executivos de Nicolás Maduro.

Nicolás Maduro, 56 anos, chefe de Estado desde 2013, recusou o desafio de Guaidó e denunciou a iniciativa do presidente do parlamento, maioritariamente da oposição, como uma tentativa de golpe de Estado liderada pelos Estados Unidos.

Esta crise política soma-se a uma grave crise económica e social que levou 2,3 milhões de pessoas a fugirem do país desde 2015, segundo dados das Nações Unidas.