Acusado de homicídio de Maëlys de Araújo suspeito de mais um abuso sexual

Lusa

O principal suspeito da morte da jovem lusodescendente Maëlys de Araújo foi hoje constituído arguido num novo processo de abuso sexual de uma menor, no seguimento de um interrogatório feito esta manhã pelos juízes de Grenoble, disse a procuradoria à AFP.

Nordahl Lelandais, segundo várias fontes, é suspeito de abusos sexuais sobre uma prima de 4 anos, a quarta vítima depois da morte de Maëlys de Araujo, do homicídio do militar Arthur Noyer e da violação de uma outra prima criança.

O antigo treinador de cães do exército, de 35 anos, está detido na prisão de Saint-Quentin-Fallavier desde 10 de julho, depois de ter passado cinco meses numa unidade psiquiátrica, após a confissão do assassínio, em fevereiro.

Foi há mais de um ano, na noite de 27 de agosto, que Maëlys de Araujo, desapareceu numa festa de casamento, em Pont-de-Beauvoisin, e, a 31 de agosto, Nordahl Lelandais foi detido para interrogatório.

A 03 de setembro, o francês foi formalmente acusado de sequestro, na sequência da descoberta de vestígios de ADN da menina no seu carro e, em novembro, foi acusado de homicídio.

A 14 de fevereiro, após a descoberta de um rasto de sangue da criança no seu carro, Lelandais confessou que a matou "involuntariamente" e levou a polícia até ao local montanhoso onde enterrou os seus restos mortais.

A 19 de março, na audição pelos juízes de instrução do tribunal de Grenoble, Nordahl Lelandais indicou que a menina entrou no seu carro para ir ver os seus cães e atribuiu a sua morte a uma bofetada que lhe deu quando ela entrou em pânico dentro da viatura.

Apesar de quase todos os restos mortais da criança terem sido encontrados em fevereiro, as causas exatas da morte ainda estão por determinar.

Entretanto, a 29 de março, Nordahl Lelandais admitiu ter matado um militar, dado como desaparecido, em abril de 2017 e conduziu os investigadores ao local onde foram descobertos os ossos do cabo Arthur Noyer, de 23 anos.

Em julho, Nordahl Lelandais começou a ser investigado também por agressão sexual a uma prima de seis anos, que teria acontecido apenas uma semana antes da festa de casamento em que Maëlys desapareceu.