Liliana Rodrigues negoceia fundos para a investigação e migração

Na sequência da proposta da Comissão Europeia para o novo Quadro Financeiro Plurianual (QFP) e das negociações com o Parlamento Europeu, o grupo Socialista Europeu atribuiu à eurodeputada Liliana Rodrigues, no âmbito da Comissão do Desenvolvimento Regional, a responsabilidade de negociar as matérias relacionadas com os fundos para a investigação e a migração e fronteiras.

Para 2021-2027, o programa orientado para a investigação e inovação da União Europeia será o Horizonte Europa, que assim sucederá ao actual Horizonte 2020. A proposta da equipa liderada por Jean-Claude Juncker traduz-se num aumento de 20,6 mil milhões de euros no programa dedicado à ciência, que assim passará a contar com 97,6 mil milhões de euros. Destaque ainda, neste quadro, para a criação do Programa de Investigação e Formação da Euratom, que terá uma dotação de 2,4 mil milhões de euros.

Liliana Rodrigues encarou com agrado a proposta da Comissão pois, na sua opinião, trata-se de “um bom ponto de partida” para as negociações nas áreas da investigação e da inovação, mas refere que a União Europeia poderá ainda ir mais longe nos incentivos à ciência.

“A União Europeia precisa de continuar a investir na ciência e de empenhar-se em manter as mentes mais brilhantes da Europa no nosso continente; só assim poderemos continuar a evoluir e a manter a capacidade de inovar num mundo cada vez mais competitivo e em constante mudança”, apontou Liliana Rodrigues. Para isso, a eurodeputada socialista defende um aumento na dotação financeira do novo Horizonte Europa.

Ainda na área da investigação e inovação, a parlamentar tentará ver aprovada uma proposta que se traduza no aumento do financiamento diferenciado para as universidades das regiões ultraperiféricas (RUP). Liliana Rodrigues revela que o modelo actual de quatro milhões, distribuídos por, pelo menos, dez universidades públicas das RUP, não é suficiente para fazer face às necessidades dos investigadores e professores dessas instituições, que encontram nos preços das deslocações aéreas uma das principais barreiras.

A Migração e o Controlo de Fronteiras será outro dos desafios da eurodeputada. “Ao longo destes últimos anos vimos o quão urgente é necessário a União Europeia estabelecer prioridades nestas áreas”, referiu Liliana Rodrigues, lembrando a crise migratória provocada pelos confrontos na Síria e a “instabilidade política que ainda continua a existir na Venezuela, que tem feito com que milhares de venezuelanos abandonem o seu país”.

Para o futuro QFP, a proposta da Comissão é que sejam atribuídos 34,9 mil milhões de euros para a Migração e o Controlo de Fronteiras. Este valor traduz-se num aumento de 21,9 mil milhões de euros em relação ao atual quadro.