Venezuela: Candidato da oposição Henri Falcón denuncia irregularidades

O candidato da oposição Henri Falcón exerceu o seu direito de voto ao meio-dia, no centro eleitoral localizado no ginásio Los Horcones, na cidade de Barquisimeto, estado de Lara. Após o voto, o candidato da Avançada Progressista (AP), do Movimento Al Socialismo (MAS) e do Comité Político de Organização Eleitoral Independiente (COPEI) denunciou várias irregularidades e exigiu ao Conselho Nacional Eleitoral (CNE) a tomada de medidas.

Entre as queixas expressas por Falcón estão a instalação dos chamados "pontos vermelhos" (toldos do Partido Socialista Unido da Venezuela, PSUV) perto das assembleias de voto, os quais descreveu como um "vírus" e um mecanismo de pressão onde os eleitores têm de digitalizar o seu "cartão da pátria" (identificação para programas sociais) para receber supostos benefícios.

"Recebemos nada menos que 350 queixas de pontos vermelhos. Dentro das mesmos centros de votação, está a ser digitalizado o cartão da pátria e o recurso à votação assistida é desavergonhado. Temos provas de que 10 milhões de bolívares estão a ser oferecidos nos pontos vermelhos para que as pessoas votem no Maduro com o cartão da pátria", reclamou o candidato.

Em relação ao "voto assistido", Falcón disse que não está em conformidade com a lei, uma vez que só podem fazer uso deste elemento pessoas com incapacidades e idosos. Também denunciou que os observadores do partido estão a ser "despejadas" dos centros: "Em Zulia, expulsaram as nossas testemunhas".

O candidato exigiu à presidente do CNE, Tibisay Lucena, a tomada de "medidas sobre o assunto", nomeadamente sobre a instalação de "pontos vermelhos", de forma a garantir um "processo transparente e democrático".

Além disso, Falcón pediu aos venezuelanos que não permanecessem "de braços cruzados" e participassem nas eleições para melhorar a situação política e económica do país.

2 milhões de eleitores em 4 horas

Às 10 horas deste domingo, 4 horas depois do início da eleição, o chefe de campanha de Nicolás Maduro, Jorge Rodríguez, disse que até ao momento tinham votado mais de 2 milhões e meio de pessoas. "O povo da Venezuela está a pedir ao mundo que respeite a sua soberania", disse Rodríguez.