Koweit pede reunião de urgência do Conselho de Segurança da ONU

Lusa

O Koweit pediu hoje uma reunião de urgência do Conselho de Segurança da ONU para terça-feira para debater a situação no Médio Oriente, depois de mais de meia centena de palestinianos terem sido mortos por militares israelitas.

A missão diplomática do Koweit, país que ocupa atualmente um dos 10 lugares de membro não-permanente do Conselho de Segurança, referiu que condena "o que se está a passar" junto da fronteira israelita com Gaza, protestos motivados pela transferência da embaixada dos Estados Unidos de Telavive para Jerusalém.

"Vai haver uma reação da nossa parte", disse o embaixador do Koweit na ONU, Mansour al-Otaibi.

O diplomata koweitiano disse ainda que o Koweit pediu em Genebra uma reunião de urgência do Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas, para que seja instaurado um inquérito independente sobre os acontecimentos de hoje.

De acordo com o embaixador da Palestina nas Nações Unidas, Riyad Mansour, os tiros israelitas mataram "oito crianças com menos de 16 anos" e provocaram ferimentos em mais de 2.000 palestinianos.

Riyad Mansour apelou para que o Conselho de Segurança das Nações Unidas "responsabilize, pare com o massacre, condene e leve os responsáveis perante a Justiça".

O balanço de vítimas mortais palestinianas de hoje torna a jornada mais mortífera do conflito israelo-palestiniano, depois da guerra do verão de 2014 no enclave.

A questão de Jerusalém, que esteve na base dos protestos de hoje, é uma das mais complicadas e delicadas do conflito israelo-palestiniano, um dos mais antigos do mundo.

Israel ocupa Jerusalém Oriental desde 1967 e declarou, em 1980, toda a cidade de Jerusalém como a sua capital indivisa.

Os palestinianos querem fazer de Jerusalém oriental a capital de um desejado Estado palestiniano, coexistente em paz com Israel.

Jerusalém é considerada uma cidade santa para cristãos, judeus e muçulmanos.