Prisioneiro de Guantánamo transferido para a Arábia Saudita

Lusa

Um prisioneiro do centro de detenção de Guantánamo foi transferido para a Arábia Saudita, o seu país de origem, para cumprir o tempo restante da sua pena, informou hoje o Pentágono.

Ahmed al-Darbi é o primeiro prisioneiro a deixar aquele centro de detenção norte-americano em Cuba desde que o Presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, iniciou o mandato.

Al-Darbi regressa à Arábia Saudita depois de ter confessado, perante uma comissão militar em 2014, ser o culpado das acusações decorrentes de um ataque a um petroleiro francês.

Condenado a 13 anos de prisão em outubro de 2017, os EUA concordaram enviar Al-Darbi para um programa de reabilitação saudita em troca de um testemunho inestimável contra outros prisioneiros mantidos em Guantánamo, informou hoje o ministério da defesa dos EUA.

Em Guantánamo permanecem 40 prisioneiros.

Em janeiro, Donald Trump decidiu manter as instalações prisionais em Guantánamo, entrando em rutura com as várias tentativas de encerramento do centro por parte do seu antecessor, Barack Obama.

O centro de detenção, que o presidente George W. Bush abriu após o 11 de setembro de 2001, atingiu uma população máxima de cerca de 680 pessoas no verão de 2003.

Bush transferiu cerca de 500 antes de deixar o cargo. Obama transferiu 197 detidos, deixando 41, incluindo cinco para libertação.