Atriz porno Stormy Daniels processa Donald Trump por difamação

Lusa

A atriz porno norte-americana Stormy Daniels, que alegou ter mantido um caso com o Presidente Donald Trump, decidiu hoje intensificar o seu contencioso legal ao anunciar que vai processá-lo por difamação.

Stormy Daniels apresentou hoje a queixa num tribunal federal em Nova Iorque. Esta decisão segue-se a um ‘tweet’ divulgado por Trump em que este negava um alegado plano que envolvia um homem que em 2011 terá pedido a Daniels para nada revelar sobre o seu alegado encontro sexual com Trump.

No ‘tweet’ divulgado no início de abril, Trump referiu-se a “um homem que não existe”, antes de denunciar os “Fake News Media para tolos”.

A queixa considera o ‘tweet’ “falso de difamatório”, e indica ainda que Stormy Daniels “foi exposta a ameaças de morte e outras ameaças de violência física”.

Na sexta-feira, um juiz tinha decidido adiar por três meses o início do julgamento da queixa da atriz porno Stormy Daniels contra Donald Trump e o seu advogado pessoal, Michael Cohen.

O advogado do Presidente norte-americano tinha solicitado o adiamento depois de agentes da polícia federal (FBI, na sigla em inglês) terem procedido a buscas na sua casa no início deste mês.

O FBI esteve a procurar registos de um acordo de confidencialidade que Daniels assinou antes das eleições presidenciais de 2016.

O juiz James Otero concordou em adiar o caso por três meses e marcar uma audiência para 27 de julho.

Stormy Daniels, cujo nome verdadeiro é Stephanie Clifford, garantiu que teve uma relação sexual com Trump em 2016 e recorreu ao tribunal para procurar invalidar o acordo de confidencialidade que a impede de o discutir em público. Também processou Cohen, alegando difamação.

O advogado de Daniels, Michael Avenatti, divulgou, através da rede social Twitter, que apresentou um recurso imediato da decisão do juiz Otero.

Cohen argumentou que o seu direito a invocar a Quinta Emenda, para não se inculpar, poderia ser prejudicado se os procedimentos não fossem adiados.

Cohen disse, em registos judiciais, que os agentes do FBI apreenderam os seus aparelhos eletrónicos e documentos com informação sobre os 130 mil dólares pagos a Daniels como parte do acordo de confidencialidade.

Daniels prontificou-se a devolver os 130 mil dólares e argumentou que o acordo é inválido, porque foi assinado apenas por si e Cohen, não por Trump.