Aprovada proposta de Liliana Rodrigues para a integração de migrantes nas RUP

Uma proposta de Liliana Rodrigues de alteração ao relatório sobre o ‘Reforço da coesão económica, social e territorial na União Europeia’ foi aprovada esta manhã no âmbito da Comissão do Desenvolvimento Regional.

A alteração visava criar um mecanismo específico de financiamento para as regiões ultraperiféricas (RUP) que desse apoio à integração de migrantes.

Um total de 20 votos a favor, quatro abstenções e 16 contra, incluindo estes últimos os do Partido Popular Europeu (PPE), grupo político em que se encontram os representantes portugueses do PSD e CDS, levaram à aprovação da proposta.

Esta foi “uma vitória importante para o Partido Socialista Europeu, que mostrou a importância que este mecanismo financeiro poderá ter nas regiões ultraperiféricas, como a Madeira, no apoio a quem chega fugindo de contextos de grave instabilidade política e económica em países terceiros”, disse Liliana Rodrigues.

A socialista espera que este instrumento possa servir para servir “para ajudar todos os migrantes que chegam às RUP, como sucede agora com os luso-venezuelanos na Madeira, prestando-lhes todo o apoio necessário, seja a nível de educação, da língua, de serviços de saúde, habitação ou ao nível da integração no mercado de trabalho”.

De acordo com o que já foi referido pelo vice-presidente do Governo Regional, cerca de oito mil emigrantes madeirenses regressaram à Região.

Nos últimos dois anos, mais de um milhão e meio de venezuelanos abandonaram o seu país, na procura de uma vida melhor. Segundo dados da Organização Internacional de Migração, a população Venezuelana em Portugal e em Itália cresceu em 2%, quando comparada com 2015. No caso de Espanha, esse valor chega aos 26%.

Na votação final em Comissão, o relatório da Comissão de Desenvolvimento Regional que reflete o futuro da política de coesão foi aprovado com 35 votos a favor, uma abstenção e quatro votos contra.