17 países expulsam diplomatas russos

Subiu para 17 o número de países que anunciaram a expulsão de diplomatas russos na sequência da tentativa de assassínio do antigo espião Sergei Skripal, no Reino Unido.

“Na semana passada, o Conselho Europeu condenou da forma mais veemente possível o ataque de Salisbury. O Conselho Europeu concordou que é altamente provável que a Rússia seja responsável e que não há nenhuma explicação plausível alternativa [para o ataque]”, recordou esta tarde o presidente do Conselho Europeu.

Durante a sua intervenção, Donald Tusk anunciara que 14 Estados-Membros tinham decidido expulsar diplomatas russos, sem especificar, todavia, quais os países que tomaram essa opção. É sabido que este número, entretanto, subiu para 17.

“Não se excluem medidas adicionais, incluindo mais expulsões, nos próximos dias ou semanas, no quadro de ação coordenada da União Europeia”, acrescentou, numa conferência de imprensa na cidade búlgara de Varna, onde hoje decorre uma cimeira entre os líderes da UE e o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan.

A medida foi além dos países da UE, com Alemanha, França, Polónia e Canadá a anunciarem hoje a expulsão de quatro diplomatas russos cada um, a República Checa e a Lituânia três, a Itália, a Holanda e a Dinamarca dois, a Estónia um e a Ucrânia 13, em resposta ao envenenamento com gás tóxico do ex-espião Serguei Skripal no Reino Unido. Os Estados Unidos anunciaram também a expulsão de 60 “espiões” russos e uma ordem de encerramento do consulado da Rússia em Seattle.

O presidente do Conselho Europeu não esqueceu, no entanto, as vítimas do incêndio que destruiu no domingo um centro comercial na cidade russa de Kemerovo, na Sibéria.

“Permanecemos críticos em relação ao Governo russo, mas hoje choramos os mortos juntamente com o povo russo”, concluiu Tusk.

Skripal, de 66 anos, e a filha, de 33, continuam hospitalizados em estado crítico mas estável, desde que inalaram, a 04 de março, em Salisbury, no sudoeste de Inglaterra, onde residem, um gás neurotóxico chamado Novichok, de fabrico russo, segundo as autoridades britânicas.

O envenenamento de Sergueï Skripal desencadeou uma grave crise nas relações já glaciais entre Moscovo e o Ocidente e foi seguido da expulsão de 23 diplomatas russos de território britânico e do congelamento das relações bilaterais.

A Rússia, que clama inocência, anunciou como represália a expulsão de diplomatas britânicos do seu território e pôs fim às atividades do British Council no país.