Concurso Miss Venezuela suspenso devido a suspeitas de corrupção e prostituição

A organização do concurso Miss Venezuela decidiu suspender o evento depois de ex-concorrentes terem sido acusadas de serem beneficiadas por altos cargos políticos em troca de favores sexuais.

As audições estão suspensas e a empresa detentora do concurso anunciou a abertura de uma investigação interna para determinar se foram ou não praticadas "atividades que quebram os valores e a ética do certame", escreve, esta quinta-feira, o "El País".

A polémica teve início há algumas semanas, na sequência de uma troca de acusações entre ex-concorrentes. Algumas das antigas participantes acusaram as colegas de se terem envolvido com figuras políticas e empresariais de grande relevo em troca de benefícios dentro e fora do concurso Miss Venezuela.

No início do mês de março, a ex-concorrente Zoraya Villarreal foi acusada de dirigir a fundação do magnata Diego Salazar, um empresário detido por branqueamento de capitais e primo do ex-presidente da empresa estatal Petróleos da Venezuela, que no final do ano passado foi alvo de uma investigação por alegada corrupção.

O lugar da ex-concorrente na fundação foi posto em causa e foi então que Annarella Bono, apresentadora de televisão e ex-participante do concurso, denunciou que muitas das candidatas a Miss Venezuela são patrocinadas por políticos e empresários a troco de favores sexuais.

Além da investigação e da suspensão das audições, o Grupo Cisneros Media, detentor dos direitos do concurso, decidiu fechar temporariamente as portas da Quinta Miss Venezuela, propriedade onde as candidatas se reúnem e se preparam para a competição.

A Venezuela é um dos países com maior tradição neste tipo de concursos de beleza, tendo já conquistado sete títulos de Miss Universo e seis títulos de Miss Mundo.