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Preso mais um opositor próximo de Navalny na Rússia

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Data de publicação
13 Novembro 2023
18:55

A Justiça russa deteve hoje a ativista da oposição Ksenia Fadeeva, uma das poucas pessoas próximas do opositor Alexei Navalny, enfrenta doze anos de prisão por "extremismo".

Um tribunal de Tomsk, na Sibéria, mandou deter Fadeeva, que se encontrava anteriormente em prisão domiciliária, informou a organização de Alexei Navalny no Telegram.

Navalny, de 47 anos, que cumpre ainda pena de nove anos por alegada fraude, foi condenado em agosto passado a mais 19 anos de prisão por criar uma organização considerada extremista, o Fundo Anticorrupção, que denunciou o enriquecimento ilícito de altos funcionários, incluindo Putin, a quem acusou de possuir um sumptuoso palácio nas margens do Mar Negro.

Fadeeva, 31 anos, foi eleita para o Conselho Municipal de Tomsk em setembro de 2020, um feito raro para a oposição russa na altura.

"Ksenia é uma prisioneira política, uma deputada da Duma [em Tomsk], que ganhou o seu mandato após uma luta honesta", escreveu Andrei Fateev, aliado de Navalny e que foi eleito ao lado de Fadeeva em 2020 no Telegram.

"O Governo está a puni-la pelas suas atividades políticas legais e abertas, pela sua luta contra a corrupção e pela exigência de mudança de poder neste país", continuou Fateev, que acabou por deixar a Rússia.

Foi também em Tomsk que Alexei Navalny foi envenenado dias antes das eleições de 2020.

Gravemente doente, o opositor foi transferido para a Alemanha para tratamento e foi detido e condenado a pena de prisão quando regressou à Rússia, em janeiro de 2021.

O seu movimento foi posteriormente declarado como "extremista" e proibido, o que levou a que muitos dos seus colaboradores fugissem do país para evitar serem perseguidos.

Ksenia Fadeeva optou por ficar e foi detida em dezembro de 2021, acusada de organizar um grupo "extremista".

Fadeeva foi sujeita a prisão domiciliária até ao seu julgamento, que teve início em meados de agosto, num contexto de repressão sem precedentes na Rússia.

Quase 20.000 russos foram detidos desde o início do conflito na Ucrânia por protestarem contra as políticas do Kremlin, segundo a ONG, OVD-Info.

Também segundo a organização foram instaurados mais de 670 processos penais contra dissidentes.

Quase todos os principais opositores estão atrás de grades, incluindo Navalny, Vladimir Kara-Mourza e Ilia Yachin, ou estão exilados no estrangeiro.

LUSA

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