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Turquia/Sismo: Síria nega ter pedido ajuda a Israel

JM-Madeira

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Data de publicação
06 Fevereiro 2023
17:06

O Governo sírio pediu hoje ajuda internacional para fazer face às consequências do violento sismo que abalou a Síria e a Turquia, mas negou ter pedido a Israel o apoio que o primeiro-ministro israelita, Benjamim Netanyahu, disse ter aprovado.

"Como poderia a Síria pedir ajuda a uma entidade que matou e participou no assassínio de sírios nas últimas décadas e anos?", disse uma fonte do Governo sírio, em Damasco, citada pela agência noticiosa France-Presse (AFP), salientando que o pedido foi feito aos Estados da ONU.

A Síria, liderada pelo Presidente Bashar al-Assad, não reconhece a existência de Israel e os dois países ainda estão em guerra.

Netanyahu tinha anunciado hoje ter aprovado o envio de ajuda para Damasco após o terramoto que atingiu o território sírio e a Turquia e que provocou mais de 2.300 mortes, segundo balanços provisórios.

"Israel recebeu um pedido de ajuda humanitária para a Síria proveniente de uma fonte diplomática e eu aprovei-o", afirmou Netanyahu a deputados do partido que lidera, o Likud.

O pedido de ajuda teria sido feito por Damasco através de canais diplomáticos, já que os dois países não têm relações oficiais, disseram as autoridades israelitas, sem dar mais pormenores. "A ajuda será enviada em breve", disse o primeiro-ministro de Israel.

"A Síria pede aos Estados membros da ONU, ao Comité Internacional da Cruz Vermelha e a outros grupos humanitários [...] que apoiem os esforços do Governo sírio para lidar com o devastador terremoto", lê-se num comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros sírio.

Além das declarações sobre o envio de ajuda para a Síria, Netanyahu sublinhou ter já oferecido à Turquia a ajuda de Ancara.

Segundo o chefe do executivo israelita, uma equipa de resgate especializada parte hoje para a Turquia e outra com ajuda humanitária seguirá na terça-feira.

Informações oficiais dão conta do colapso de edifícios nas cidades sírias de Alepo e Hama e em Diyarbakir, na Turquia, neste caso a mais de 300 quilómetros do epicentro.

Mais de 900 edifícios ficaram destruídos nas províncias turcas de Gaziantep e Kahramanmaras, segundo fontes governamentais.

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