Vaga de incêndios no Chile faz 16 mortes, Presidente pede ajuda internacional

Lusa

Pelo menos 16 pessoas morreram nos mais de 250 incêndios florestais no centro do Chile, onde se regista uma intensa onda de calor, de acordo com um novo balanço apresentado hoje pelas autoridades.

O Serviço Nacional de Prevenção e Resposta a Catástrofes (Senapred) informou hoje que dos 251 fogos ativos, 80 estavam fora de controlo. O Governo já pediu ajuda internacional.

A mesma fonte disse que há mais 24 pessoas feridas e 88 casas foram destruídas.

Um balanço anterior, na sexta-feira, dava conta da morte de 13 pessoas.

Entre elas um piloto boliviano e um mecânico chileno, quando se despenhou o helicóptero que estavam a usar para combater os incêndios.

Os fogos acontecem no meio de uma onda de calor extrema, com temperaturas próximas dos 40ºC, levando as autoridades a temer um desastre como o de 2017.

Nesse ano, um enorme incêndio florestal matou 11 pessoas, afetou cerca de 6.000, destruiu mais de 1.500 casas e devastou 467.000 hectares de terras.

O Presidente do Chile, Gabriel Boric, pediu hoje ajuda internacional para deter a grave vaga de incêndios, e disse que o seu homólogo argentino, Alberto Fernández, se ofereceu para enviar ajuda.

"Estamos a gerir o apoio de diferentes países para lidar com a emergência”, disse o responsável, que na sexta-feira suspendeu as férias na Patagónia chilena para visitar as zonas afetadas.

A ministra da Administração Interna, Carolina Tohá, disse hoje numa conferência de imprensa que também tinha sido pedida ajuda a países como o México, Brasil e Espanha.

A vaga de incêndios afeta sobretudo as regiões de Ñuble, Biobío e La Araucanía, zonas de intensa atividade agrícola e florestal localizadas a 400, 500 e 700 quilómetros a sul da capital, respetivamente.

O governo chileno decretou um Estado de Exceção Constitucional de Catástrofes, que permite uma entrega mais rápida da ajuda às pessoas afetadas e a mobilização de recursos, entre outras medidas.

Segundo os serviços de meteorologia a vaga de calor deve durar até à próxima quarta-feira e irá afetar sete das 16 regiões do país.