Polícia russa detém mais de 380 ativistas anti-Putin em todo o país

Lusa

A polícia russa deteve hoje mais de 380 ativistas em todo o país em concentrações não autorizadas contra o Presidente Vladimir Putin, indicou uma Organização Não-Governamental (ONG) daquele país.

“Às 17:00 locais [14:00 de Lisboa] dispúnhamos de informações que apontavam para 380 detenções, das quais 13 em São Petersburgo e 346 em Moscovo”, indicou a organização OVD-Info, especializada em monitorizar detenções na Rússia.

O opositor Viatcheslav Maltsev, que foi candidato nas eleições legislativas em 2016 e mantém um canal político muito visto no YouTube, apelou para uma manifestação hoje na Rússia por uma “revolução do povo” e pelo fim imediato do poder de Vladimir Putin.

A agência oficial russa de notícias TASS informou que a polícia russa deteve hoje mais de 200 ativistas que se encontravam concentrados no centro de Moscovo para uma manifestação, não autorizada, contra o Presidente Vladimir Putin.

“O número de pessoas detidas é superior a 200”, disse uma fonte policial, citada pela TASS, após a interpelação de um grupo da oposição interditado perto do Kremlin.

De acordo com a TASS, algumas pessoas detidas estavam na posse de facas, soqueiras e armas capazes de disparar balas de borracha.

Os manifestantes foram interpelados um a um, perto do Kremlin, pelos polícias, alguns dos quais usavam capacetes e coletes à prova de bala, constatou um fotógrafo da AFP.

Um jornalista da rádio Echo de Moscovo, Andrei Yezhov, escreveu no Twitter que foi detido e publicou um vídeo mostrando o interior de uma carrinha da polícia, especificando que a maioria dos detidos tem cerca de 20 anos de idade.

Viatcheslav Maltsev fugiu para Paris depois de um tribunal de Moscovo ter emitido um mandado de detenção por alegadamente apelar a atividades extremistas.

O seu movimento, Artpodgotovka, foi proibido pela justiça em outubro.