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Macau perdeu quase 3.700 trabalhadores estrangeiros em agosto

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Data de publicação
06 Outubro 2022
8:58

O número de trabalhadores estrangeiros sem estatuto de residente em Macau diminuiu em quase 3.700 em agosto, o mês a seguir ao pior surto de covid-19 na região chinesa desde o início da pandemia.

Segundo dados da Polícia de Segurança Pública, no final de agosto Macau tinha pouco mais de 154 mil trabalhadores estrangeiros sem estatuto de residente, com mais de metade (quase 106.300) oriundos da China continental.

As estatísticas, divulgadas hoje pela Direção dos Serviços para os Assuntos Laborais, revelam que foram também os trabalhadores não-residentes da China os mais afetados (menos 2.100) pela diminuição sentida em agosto, seguidos pelos do Vietname (menos 500).

O setor da hotelaria e restauração foi o mais atingido pela queda, tendo perdido mais de 1.100 funcionários sem estatuto de residente em agosto.

Macau enfrentou, a partir de 18 de junho, o pior surto de covid-19 desde o início da pandemia, com mais de 1.500 casos e seis mortes, levando o território a decretar um confinamento parcial, encerrando praticamente todos os estabelecimentos comerciais.

Durante o surto, os turistas que viessem a Macau teriam de se submeter a uma quarentena obrigatória no regresso à China continental, medida que foi levantada em 03 de agosto.

Desde o início de junho, a região administrativa especial chinesa viu o número de trabalhadores não-residentes diminuir em mais de 11.200.

Desde que Macau fechou as fronteiras a estrangeiros sem o estatuto de residente, em março de 2020, perdeu quase 19% da mão-de-obra não-residente, com quase 35.500 pessoas a perderem o emprego, situação que legalmente os obriga a abandonar a cidade.

Em abril deste ano, o território tinha levantado as restrições fronteiriças a trabalhadores filipinos, estudantes universitários e profissionais do ensino estrangeiros, como professores portugueses. A isenção foi mais tarde alargada a trabalhadores oriundos da Indonésia.

No início de setembro, Macau passou a permitir a entrada de todos os trabalhadores não residentes, assim como viajantes de 41 países, incluindo o Brasil, e familiares de residentes.

Apesar da diminuição do número de estrangeiros sem o estatuto de residente, a taxa de desemprego em Macau atingiu 4,3% entre junho e agosto, o valor mais elevado desde 2004.

No final de setembro, o chefe do Governo do território, Ho Iat Seng, anunciou que a China vai voltar a permitir excursões organizadas e emitir vistos eletrónicos para visitas a Macau, até novembro, para "promover a recuperação do dinamismo económico" da cidade.

Lusa

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