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Venezuela realiza maior apreensão de marijuana dos últimos 10 anos

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Data de publicação
06 Setembro 2022
8:37

A Venezuela realizou a maior apreensão de marijuana dos últimos dez anos, numa operação de vários organismos das forças de segurança na península de Paraguaná, estado de Falcón, a 510 quilómetros a oeste de Caracas.

"Foi capturado e confiscado um barco com 12 tripulantes e mais de 2,5 toneladas de marijuana, no âmbito das operações 'Escudo Bolivariano'. É a maior apreensão de drogas, especificamente marijuana, nos últimos dez anos, desde 2012", anunciou o chefe do Comando Estratégico Operacional das Forças Armadas Bolivarianas da Venezuela (FANB).

Domingo Hernández Lárez fez ainda um balanço das operações de combate ao tráfico de droga, durante uma conferência de imprensa, transmitida pela televisão estatal venezuelana.

"Inutilizámos 305 aeronaves que operavam para o narcotráfico", disse o militar, precisando que os aparelhos eram usados pelos 'Tancol', nome dado na Venezuela a grupos de "terroristas armados e narcotraficantes colombianos".

"Eram aeronaves ‘Tancol’ que chegam do exterior, que desligam transponders [dispositivos de comunicação eletrónicos], sinais, sem códigos de identificação, [e] com cúmplices, criam pistas clandestinas, que aterram e utilizam o nosso território como estrutura para depois levar as drogas para outros países e comercializá-las nos EUA e na Europa", adiantou.

O responsável sublinhou que as apreensões de droga aumentaram 29,16% em 2022, com relação a 2021.

"Aumentaram patrulhas, assim como as operações do 'Escudo Bolivariano', com a participação de forças de trabalho de todos os organismos de segurança, do Ministério do Interior e da Justiça, para dar estes duros golpes ao narcotráfico", acrescentou.

As autoridades venezuelanas apreenderam ainda "7,7 quilogramas de cocaína em sete barras, para um total de 2.864,55 quilogramas de droga", além de motores de reserva, vários GPS, um telefone satélite, três telemóveis, um rádio transmissor, documentos e 200 litros de combustível.

Os 12 tripulantes são suspeitos de pertencer ao cartel de La Guajira e tinham como objetivo fazer passar a droga por águas internacionais, entre os limites de Aruba, Bonaire e Curaçau, para Martinica, e daí para os Estados Unidos e a Europa.

Lusa

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