Pelo menos 43 moçambicanos detidos após violação de oito mulheres em assalto em Joanesburgo

Lusa

Pelo menos 43 moçambicanos foram detidos na sequência da alegada violação coletiva de oito mulheres durante um assalto à mão armada na semana passada na área mineira de Krugersdorp, anunciou hoje à Lusa fonte da polícia sul-africana.

A porta-voz do comando nacional da Polícia Sul-Africana (SAPS, na sigla em inglês), Brenda Muridili, adiantou que desde 29 julho foram detidas mais de 130 pessoas indocumentadas como parte de operações policiais de combate à mineração ilegal nas áreas de Krugersdorp e Randfontein, oeste de Joanesburgo, a capital económica da África do Sul.

“Realizou-se uma operação na sexta-feira pela SAPS provincial, no sábado pela SAPS distrital, na terça-feira pelos [agentes da unidade de investigação criminal] Hawks e ontem [quarta-feira] pela SAPS provincial e o número total de pessoas detidas é superior a 130, e apenas 43 estão confirmados ou verificados como sendo moçambicanos”, explicou a porta-voz policial.

De acordo com a polícia sul-africana, pelo menos 81 detidos compareceram até ao momento em tribunal.

A porta-voz policial sul-africana escusou-se a precisar a idade dos detidos, mas segundo a imprensa local haverá pelo menos 20 que são considerados menores de 18 anos.

Os detidos são conhecidos localmente como Zama Zama por trabalharem ilegalmente nas minas abandonadas na região de Krugersdorp, área afetada por elevada pobreza e criminalidade, segundo os residentes locais à Lusa.

Um gangue armado invadiu, em 28 de julho, um local onde estavam a decorrer as filmagens de um videoclipe, numa mina abandonada próximo de Krugersdorp, e violou oito jovens raparigas que faziam parte do elenco. A equipa de filmagem foi também assaltada, segundo a imprensa local.