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Zelensky assegura que o seu exército mantém posições em Severodonetsk

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Data de publicação
06 Junho 2022
18:21

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse hoje que as forças ucranianas que defendem a cidade de Severodonetsk estão a "manter a posição" apesar dos ataques de tropas de Moscovo, mas os russos são "mais numerosos e mais poderosos".

De acordo com Zelensky, que falava durante um encontro com jornalistas em Kiev, a situação na frente oriental é "difícil" e Severodonetsk e Lysychansk "são hoje cidades mortas".

"Estamos a aguentar, mas eles são mais numerosos e mais poderosos", disse Zelensky, acrescentando que o comando ucraniano "tomará decisões de acordo com a situação".

Segundo o Presidente ucraniano, entre 10.000 e 15.000 civis ainda estão em Severodonetsk, bombardeada durante semanas pela artilharia russa.

O governador regional, Serguei Gaidai, também disse hoje que a situação em Severodonetsk "piorou" para o exército ucraniano, apesar de um contra-ataque que recuperou o controlo de metade da cidade.

O presidente da Câmara da cidade, Oleksandre Striouk, acrescentou que "a situação muda de hora para hora" e que "intensas batalhas de rua estão em curso", além de um "duelo de artilharia".

O exército russo está a tentar conquistar todo o Donbass, uma bacia de mineração no leste da Ucrânia, em parte nas mãos de separatistas pró-Rússia desde 2014.

Entretanto, as autoridades militares ucranianas garantiram que estão a conseguir fazer recuar a frota russa no Mar Negro, onde há várias semanas os navios comandados desde Moscovo organizaram um bloqueio naval.

"Como resultado das nossas ações destinadas a derrotar as forças navais inimigas, o grupo de navios da Frota Russa do Mar Negro foi empurrado para longe das costas ucranianas, a uma distância de mais de 100 quilómetros", disse o Ministério da Defesa ucraniano.

"Privámos a frota russa do controle total da parte noroeste do Mar Negro, que se tornou uma zona dividida", assegurou o Ministério, acrescentando que Moscovo está a tentar recuperar a vantagem que já obteve.

Por isso, Kiev admite que a ameaça de ataques de mísseis russos no mar permanece.

Décio Ferreira

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