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Estados Unidos e Taiwan iniciam negociações comerciais desafiando Pequim

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Data de publicação
01 Junho 2022
15:21

Os Estados Unidos e Taiwan iniciaram hoje negociações comerciais bilaterais, desafiando Pequim, que considera a ilha como sua província e se recusa a permitir que esta se relacione oficialmente com países estrangeiros.

O anúncio ocorre dois dias após a incursão de 30 aviões chineses na zona de defesa aérea de Taiwan, que vive sob a constante ameaça de uma invasão da China, com o pretexto de recuperar este território que considera seu.

A vice-representante de Comércio dos EUA, Sarah Bianchi, e o ministro de Taiwan, John Deng, reuniram virtualmente para o lançamento do programa Iniciativa de Comércio do Século XXI EUA-Taiwan, com o objetivo de desenvolver formas concretas de "aprofundar as relações económicas e comerciais", de acordo com um comunicado do Governo dos EUA.

A primeira reunião será realizada no final de junho, em Washington, procurando facilitar os intercâmbios, adotar "práticas sólidas e transparentes" ou cooperar a favor do meio ambiente ou e do combate às mudanças climáticas, segundo o comunicado.

Os Estados Unidos e Taiwan têm encontrado formas de relacionamento comercial através de "estruturas", uma fórmula para contornar as exigências de Pequim sobre as relações daquele território com o estrangeiro.

Taiwan também aderiu à Organização Mundial do Comércio (OMC) em 2002, o que contribuiu para o crescimento do comércio bilateral com diversos países, incluindo os Estados Unidos.

O próximo passo na relação económica entre os dois países será um acordo comercial formal que, por enquanto, está atrasado, num contexto político complexo.

"Espero que esta iniciativa resulte num acordo-quadro vinculativo", disse um funcionário do Governo dos EUA.

Os Estados Unidos, como a maioria dos países, não reconhecem oficialmente Taiwan, mas apoiam fortemente a ilha, cujo estatuto de democracia destacam, em oposição ao que consideram ser um regime autocrático chinês.

Esta iniciativa também está a ser lançada logo após o arranque de uma nova parceria económica na Ásia-Pacífico, anunciada em 23 de maio pelo Presidente Joe Biden, durante uma recente digressão pela região.

Questionado sobre como a China poderá reagir ao anúncio da iniciativa comercial entre Taiwan e os EUA, um outro funcionário do Governo norte-americano recusou comentar, alegando não poder falar "em nome de Pequim".

Lusa

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