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Omã garante cumprir política da OPEP+ sobre produção de petróleo

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Data de publicação
11 Maio 2022
18:14

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Omã afirmou hoje que o seu país cumpre a política da OPEP+, apesar da pressão ocidental para um aumento considerável da produção petrolífera, e insistiu no diálogo para travar a guerra na Ucrânia.

Numa conferência de imprensa com o chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, que fez hoje uma visita não oficial ao país árabe do Golfo Pérsico, o ministro Badr al Busaidi reafirmou o compromisso do Sultanato de Omã com os acordos existentes com o grupo da OPEP+.

O ministro aludia ao plano traçado pela aliança de 13 membros da OPEP+, liderada pela Arábia Saudita e dez aliados externos, incluindo a Rússia, para aumentar a produção em cerca de 400.000 barris por mês.

A OPEP+ tem até agora ignorado a pressão contínua dos consumidores, particularmente dos Estados Unidos e da União Europeia (UE), no sentido de aumentar a produção para refrear o aumento dos preços, que subiu a níveis históricos após a invasão russa da Ucrânia.

O chefe da diplomacia de Omã salientou também a "importância de arbitrar o diálogo e a negociação sobre as causas da crise ucraniana de forma a garantir a realização da segurança e da paz para todos".

"Omã apela a todas as partes para exercerem contenção e resolverem as suas diferenças pacificamente para evitar uma escalada da situação", disse Al Busaidi.

Salientou que o seu país "apoia todos os esforços internacionais, especialmente os das Nações Unidas, para melhorar a segurança e a estabilidade" na região.

Lavrov, que descreveu a posição de Mascate como "equilibrada", chegou a Omã vindo da Argélia, onde também fez uma visita sem aviso prévio na terça-feira.

Em Mascate foi também recebido pelo sultão de Omã, Haitham bin Tareq al Said, que apelou igualmente a uma "solução pacífica" para a crise na Ucrânia.

"O sultão salientou a necessidade de aderir às normas do direito internacional e intensificar os esforços para alcançar soluções políticas e diplomáticas que evitem o derramamento de sangue e tenham em conta os aspetos humanitários, de modo a preservar a independência, soberania e coexistência pacífica de países e povos", informou a agência noticiosa oficial de Omã, ONA.

O ministro dos Negócios Estrangeiros russo disse que Moscovo espera que o confronto militar na Ucrânia leve ao fim das tentativas ocidentais de promover um mundo unipolar dominado pelos Estados Unidos.

Lavrov acusou o Ocidente de "minar o direito internacional, ignorando e violando os estatutos da ONU", e também criticou o secretariado-geral das Nações Unidas, liderado pelo português António Guterres.

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