MADEIRA Meteorologia

Ucrânia: Forças russas atacam novamente complexo siderúrgico de Azovstal

JM-Madeira

JM-Madeira

Data de publicação
11 Maio 2022
15:13

O Exército russo está a utilizar artilharia pesada, tanques e bombardeamentos aéreos para atacar o complexo siderúrgico de Azovstal, em Mariupol, o único reduto da resistência ucraniana naquela cidade no sul do país.

"Mariupol. Azovstal. Neste momento... Azovstal está a ser atacada não apenas pelo céu, mas também com artilharia e tanques. Estão a ser feitas tentativas de um assalto a partir de fora. Azovstal está a pegar fogo novamente após o bombardeamento", escreveu Petro Andriushchenko, assessor do autarca de Mariupol, na rede social Telegram.

O assessor municipal lembrou que o líder da autoproclamada "República Popular de Donetsk", Denis Pushilin, disse que "tinha caminho livre [na siderurgia] já que não havia mais civis em Azovstal".

Nas gigantescas instalações deste complexo industrial, um grupo de soldados ucranianos pertencentes ao regimento Azov, fação ultranacionalista integrada nas tropas ucranianas, resiste aos combates com o Exército russo.

"Não se pode esperar uma maior desumanidade depois destes ataques, mas, dada a declaração [de Pushilin], ainda é possível… Se existe um inferno na terra, ele existe. Estamos todos profundamente gratos aos defensores de Mariupol", afirmou o assessor municipal.

A mensagem foi acompanhada de um vídeo dos supostos ataques contra o complexo siderúrgico, cuja veracidade não pôde ser comprovada por fontes independentes.

Denis Pushilin afirmou hoje que não restam civis na Azovstal, apesar das declarações em contrário das autoridades de Mariupol, que calculam que ainda há uma centena de pessoas retidas no complexo industrial.

Em 07 de maio, a vice-primeira-ministra ucraniana, Iryna Vereshchuk, anunciou que conseguiram retirar todas as mulheres, crianças e idosos que permaneciam abrigados na siderúrgica.

"De acordo com as nossas informações, não há civis deixados no local, as nossas unidades têm caminho livre", disse o separatista pró-russo, segundo a agência de notícias oficial TASS.

Segundo o líder pró-russo, existem cerca de 1.200 forças ucranianas no complexo siderúrgico e estão a enfrentar escassez de munição, mas ainda continuam a resistir aos avanços das tropas russas.

Mais de 1.000 soldados ucranianos permanecem em Azovstal, incluindo "centenas de feridos", cerca de 600, declarou Vereshchuk, na terça-feira.

Décio Ferreira

OPINIÃO EM DESTAQUE

88.8 RJM Rádio Jornal da Madeira RÁDIO 88.8 RJM MADEIRA

Ligue-se às Redes RJM 88.8FM

Emissão Online

Em direto

Ouvir Agora
INQUÉRITO / SONDAGEM

O que representa o regresso do Marítimo à Primeira Liga?

Enviar Resultados
RJM PODCASTS

O I Fórum Regional Erasmus+ pôs em evidência o papel que a Madeira tem tido na aplicação deste programa. Secretária regional exorta a mais candidaturas,...

Mais Lidas

Últimas