A China acusou hoje os Estados Unidos da América (EUA) de exagerarem sobre a iminência de uma invasão russa da Ucrânia, o que criou, segundo Pequim, "uma tensão que prejudicou a economia e a estabilidade social" daquele país europeu.
O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Wenbin, disse que Washington "inflamou a ameaça de guerra, gerando artificialmente uma atmosfera tensa, que prejudicou gravemente a economia, a estabilidade social e as condições de vida do povo ucraniano".
Wang disse que o atual cenário "aumentou a resistência ao avanço das negociações e do diálogo entre as partes envolvidas".
O Ocidente deve "parar de espalhar informações falsas e contribuir mais para facilitar a paz, a confiança mútua e a cooperação", apontou o porta-voz, em conferência de imprensa.
Pequim afirmou por várias vezes compreender as preocupações russas com a segurança e, no início deste mês, os líderes da China e Rússia, Xi Jinping e Vladimir Putin, respetivamente, emitiram uma declaração conjunta contra o alargamento da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) na Europa de leste.
O Ocidente acusa a Rússia de ter concentrado mais de 100.000 tropas nas fronteiras da Ucrânia para invadir novamente o país vizinho, depois de ter anexado a península ucraniana da Crimeia em 2014.
A Rússia nega qualquer intenção bélica, mas exigiu medidas concretas, como garantias de que a Ucrânia não será membro da NATO, e apresentou propostas sobre a segurança na Europa.
Lusa