China nega que tenha proibido bancos chineses de negociar com Pyongyang

O Governo chinês negou hoje a veracidade das declarações feitas pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, que assegurou que o Banco do Povo Chinês (banco central) ordenou às entidades financeiras chinesas a deixar de trabalhar com Pyongyang.

"Segundo o que sei, o que foi dito não está de acordo com os factos", afirmou Lu Kang, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, aos jornalistas em Pequim, após ser questionado sobre as declarações do Presidente norte-americano.

Após anunciar novas sanções contra a Coreia do Norte, Trump assegurou que o banco central chinês tinha ordenado as entidades financeiras da China, maior parceiro comercial de Pyongyang, a não fazer negócios com o regime de Kim Jong-un.

O bloqueio constituiria um duro golpe para a economia norte-coreana.

"Estou muito orgulhoso de vos dizer (…) que a China, através do seu banco central, ordenou aos seus bancos, um enorme sistema bancário, a deixarem imediatamente de fazer negócios com a Coreia do Norte", afirmou.

O porta-voz chinês não avançou mais detalhes, mas reiterou o compromisso de Pequim em implementar as resoluções adotadas pelo Conselho de Segurança da ONU contra o regime de Kim Jong-un.

A China é o principal aliado diplomático e parceiro comercial da Coreia do Norte.

Pequim tem-se, no entanto, distanciado de Pyongyang, devido à insistência do regime norte-coreano em avançar com um controverso programa nuclear e de misseis balísticos.

Nos últimos meses, aprovou as sanções do Conselho de Segurança da ONU contra o país.