Covid:19: Suspensa "bolha de viagens aéreas" entre Hong Kong e Singapura

Lusa

A recente subida dos casos de covid-19 em Hong Kong levou à suspensão, durante pelos menos duas semanas, da "bolha de viagens aéreas" que a cidade financeira tinha acordado com Singapura e que começava no domingo, foi hoje anunciado.

Em outubro, as autoridades de Hong Kong e Singapura anunciaram que tinham chegado a acordo para autorizar viagens sem necessidade de quarentena com o objetivo de retomar os voos entre as duas cidades financeiras de forma "progressiva e segura".

No entanto, a recente subida dos casos de coronavírus em Hong Kong fez com que essa operação ficasse suspensa pelo menos até dezembro, afirmou o secretário de Comércio e Desenvolvimento Económico de Hong Kong, Edward Yau Tang-wah, em conferência de imprensa.

“A mudança é necessária devido à situação em Hong Kong. Ambos os governos estarão em contacto e no início de dezembro avaliaremos se este projeto pode finalmente ser iniciado. O mais importante agora é agir com responsabilidade”, disse Yau Tang-wah.

As autoridades de saúde de Hong Kong contabilizaram hoje 43 novos casos de covid-19 e anunciaram novas medidas para impedir a transmissão do vírus, como a suspensão de concertos e apresentações ao vivo em clubes noturnos, restaurantes e bares

Na sexta-feira, a cidade registou 26 casos, o que levou à suspensão das aulas presenciais do ensino primário por medo de gerar uma nova onda de infeções.

Até o momento, Hong Kong confirmou 5.517 casos positivos de covid-19 e registou 108 mortes.

O plano acordado entre Hong Kong e Singapura prevê que os turistas de ambas as cidades façam testes de ácido nucleico antes do voo, após a chegada e antes do regresso, para provar que não estão infetados.

Por outro lado, também terão de viajar em voos designados que levarão apenas passageiros que integrem a tal 'bolha', com um máximo de 200 pessoas. Inicialmente, haverá um voo diário para cada cidade, aumentando para dois a partir de 07 de dezembro.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.360.914 mortos resultantes de mais de 56,8 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.