Covid-19: Suíça inclui Portugal na sua lista de destinos de alto risco

Lusa

Os viajantes de Portugal para a Suíça terão, a partir de segunda-feira, de cumprir uma quarentena de 10 dias, na sequência do alargamento da lista de países considerada de alto risco pandémico hoje anunciada por Genebra.

Portugal foi incluído na lista, alargada hoje, de países e regiões que a Suíça considera destinos de alto risco de contágio de covid-19, em conjunto com a Bélgica, o Reino Unido e a região da Bretanha, na França, que se juntam a outras regiões francesas e à Dinamarca, Hungria, Irlanda, Islândia, Luxemburgo, Países Baixos, Eslovénia, Equador, Jamaica, Marrocos, Nepal e Omã.

O Governo suíço já tinha colocado, em meados de setembro, nove regiões metropolitanas francesas na lista, mas, a partir de agora, todas as regiões francesas, com exceção das fronteiriças estão incluídas.

A lista passou a incluir também duas novas regiões austríacas (Baixa Áustria e Alta Áustria), sendo que Viena já constava desde meio de setembro, e uma região da Itália, a Ligúria.

A Suíça considera regiões de risco as que ultrapassam o número de 60 novas infeções de covid-19 por 100.000 habitantes considerando um período de 14 dias.

Kosovo e San Marino foram retirados da lista.

O Governo terá, no entanto, de confiar na “responsabilidade individual” para respeitar as instruções, já que não há controlo sistemático de fronteiras.

Os incumpridores enfrentam uma multa de até 10.000 francos suíços, ou seja, cerca de 9.300 euros.

A Suíça, que tem cerca de 8,5 milhões de habitantes, foi relativamente poupada na primeira vaga da epidemia do novo coronavírus, apesar da sua proximidade com a Itália, que foi o epicentro da epidemia na Europa durante alguns meses.

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 984.068 mortos e cerca de 32,3 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.