Jornadas: 700 pessoas são acompanhados pelo Gabinete de Apoio ao Idoso no Porto Moniz

Susy Lobato

Cristina Babau, socióloga, aproveitou as Jornadas Madeira, no Porto Moniz, para expressar o seu desagrado pelo facto de o serviço de urgências não funcionar durante 24 horas por dia.

A seu ver, a deslocação à freguesia vizinha é um constrangimento, sobretudo para quem tem crianças e também para os idosos.

Apresentando-se como colaboradora do Gabinete de Apoio ao Idoso no Porto Moniz, aproveitou para realçar que o envelhecimento é uma realidade no concelho e sublinhou que, neste momento, são acompanhados, em cada mês, cerca de 700 idosos. "São pessoas que temos sinalizadas por viverem sozinhas e em situaçã de carência", explicou, acrescentando que este é um trabalho que tem vindo a ser feito desde 2016. "Fomos pioneiros e hoje já se vê que as grandes Câmaras, como a de Lisboa, começam a fazer isso", prosseguiu, salientando que, naquele concelho a norte, "existe uma grande faixa da população idosa ativa, a frequentar aulas de atividade física semanalmente".

"Procuramos os nossos idosos diariamente, pois queremos que eles saiam de casa", prosseguiu, adiantando que a maior parte dos idosos são do sexo feminino, mulheres viúvas e que vivem sozinhas. "O nosso concelho é o mais feminino do país", acrescentou, lembrando que, antes, muitas destas mulheres só saíam de casa praticamente para ir à missa. "Agora saem todas as semanas. Vão às piscinas, têm aulas, vão às marchas, ao carnaval, passeiam. É importante que se fale daquilo que se faz no nosso concelho", realçou Cristina Babau.